Pular para o conteúdo
Dado BrutoDado Bruto
Brasil15h42

Justiça do Rio condena quatro homens por estupro coletivo em Copacabana

Juiz considerou coerente o depoimento da vítima; réus negam o estupro e dizem que as relações foram consentidas.

Por Redação Dado Bruto · 14 out. 2026, 15h42 Fontes

A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens a 15 anos de prisão pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na zona sul da capital. O crime ocorreu em 31 de janeiro de 2026, em um apartamento.

Os condenados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19; e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18. Além da pena, a sentença fixa indenização por danos morais de 40 salários mínimos à vítima. Os quatro foram absolvidos da acusação de cárcere privado.

A decisão é do juiz João Zacharias de Sá, da 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente da capital fluminense. Segundo ele, o depoimento da adolescente é coerente e tem respaldo em outras provas, entre elas exames que identificaram lesões físicas. Na sentença, o magistrado afirma que “a palavra da vítima adquire extrema relevância” nos crimes sexuais, sobretudo quando é firme e coerente.

Os réus negaram o estupro durante o processo. Admitiram ter mantido relações sexuais com a adolescente, mas afirmaram que elas foram consentidas. Para o juiz, as provas reunidas sustentaram a acusação.

Segundo o relato da vítima, ela foi ao apartamento a convite de um adolescente com quem já havia ficado. Concordou em manter relações sexuais com ele. Depois, outros quatro homens entraram no quarto e passaram a violentá-la. A adolescente afirma ter sofrido socos, tapas e puxões de cabelo, além de ter sido imobilizada e impedida de deixar o local.

Exames realizados no Instituto Médico Legal (IML) confirmaram lesões na vítima. O quinto envolvido, um adolescente de 17 anos, recebeu em abril medida socioeducativa de internação por seis meses, cumprida em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Segundo a CNN Brasil, ele já cumpre a medida.

As fontes divergem sobre a situação dos condenados. A CNN Brasil informa que a prisão deverá ser mantida caso haja recurso. O Metrópoles afirma que a sentença manteve a prisão preventiva dos réus.

O advogado Ângelo Máximo, que defende Vitor Hugo Oliveira Simonin, questionou a divulgação da sentença antes da intimação oficial. Em nota, reclamou de vazamentos de informações de um processo que tramita sob segredo de Justiça, incluindo gravações em vídeo do interrogatório. Ele disse que não comentaria o mérito da condenação neste momento e pediu que a origem dos vazamentos seja investigada.

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho afirma que vai recorrer da sentença. Os advogados de Bruno Felipe dos Santos Allegretti não responderam até a publicação deste texto. Não havia manifestação da defesa de Mattheus Verissimo Zoel Martins até a mesma data.

Mais em Brasil

Ver todas →