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Dado BrutoDado Bruto O fato, antes da versão.
Trabalho · PNAD Contínua

O desemprego está perto do menor nível da série. Por baixo da taxa, o mercado de trabalho mudou de forma

A desocupação está em 5,3%, perto do recorde de 5,1%. A subutilização está perto do mínimo da série. Mas a parcela da população que trabalha ou procura trabalho não voltou ao nível de 2019, o desalento ainda supera o de 2014 e só um em cada três postos criados desde 2012 é de empregado com carteira no setor privado.

Por Dado Bruto · 17 out. 2026 · 13 min de leitura Explorar os dadosFontes e método
5,3%taxa de desocupação (jun-ago/2026); recorde: 5,1%
13,1%subutilização da força de trabalho, perto do mínimo da série
62,2%participação na força de trabalho; em 2019, 63,4%
2,4 midesalentados; em 2014, 1,4 mi

No trimestre encerrado em agosto de 2026, 5,3% das pessoas na força de trabalho procuravam emprego sem encontrar. É o segundo menor número da PNAD Contínua, a pesquisa do IBGE que começou em 2012; o menor foi 5,1%, em dez/2025. No pior momento, set/2020, a taxa chegou a 14,9%, e o número de desocupados, a 15,0 milhões. Hoje são 5,8 milhões.

A taxa de desocupação é uma medida estreita: só conta como desocupado quem não trabalhou, procurou emprego e podia começar. Este texto olha para o resto. Quem trabalha menos horas do que gostaria, quem desistiu de procurar, quem deixou a força de trabalho, que tipo de vaga surgiu e quanto ela paga. Alguns indicadores estão no melhor nível da série. Outros, não.

Um texto anterior do Dado Bruto mostrou como a queda se distribuiu entre os estados. Este usa os dados nacionais, mês a mês, em trimestres móveis.

A medida ampla também está perto do piso

O IBGE calcula uma taxa composta de subutilização da força de trabalho, que soma três grupos: os desocupados; os subocupados por insuficiência de horas, que trabalham menos de 40 horas por semana, querem e podem trabalhar mais; e a força de trabalho potencial, que quer trabalhar mas não procurou ou não podia começar. Em agosto de 2026, essa taxa estava em 13,1%. O mínimo da série é 12,9%, em jun/2026; o máximo, 30,7%, em ago/2020. Antes de 2016, o menor valor tinha sido 14,7%, em jul/2014.

Ou seja, pela régua estreita e pela ampla, o mercado de trabalho brasileiro está perto do ponto mais aquecido desde 2012. A diferença entre as duas linhas, que chegou a ser maior que a própria taxa de desocupação, também encolheu.

Desocupação e subutilização da força de trabalho (%)
Taxa de desocupaçãoTaxa composta de subutilização
0%8%16%24%32%2014201620182020202220242026Subutilização 13,1%Desocupação 5,3%ago/2020: 30,7%set/2020: 14,9%
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, trimestres móveis (data = último mês do trimestre). Pessoas de 14 anos ou mais. Cálculo: Dado Bruto. Faixas: recessão de 2014 a 2016 e pandemia (2020 e 2021). Lacuna de set a nov/2015 na subutilização: o IBGE não divulga esses trimestres.

Olhando as camadas separadamente, nem todas estão no piso. Os subocupados por insuficiência de horas são 4,3 milhões, menos que os 7,0 milhões de março de 2012. A força de trabalho potencial está em 4,9 milhões, acima do mínimo de 4,0 milhões (ago/2014). E os desalentados, que desistiram de procurar por motivos como não encontrar trabalho adequado ou não haver trabalho na sua localidade, são 2,4 milhões: menos da metade do pico de 5,8 milhões (mar/2021), mas ainda acima do mínimo da série, 1,4 milhão em jun/2014, e do número do início da série, 1,9 milhão.

As três camadas da subutilização, em milhões de pessoas
DesocupadosSubocupados por insuficiência de horasForça de trabalho potencialDesalentados (tracejado; parte da força potencial)
04812162014201620182020202220242026Desocupados 5,8Força potencial 4,9Subocupados 4,3Desalentados 2,4
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, trimestres móveis (data = último mês do trimestre). Pessoas de 14 anos ou mais. Cálculo: Dado Bruto. Tabelas 6318 e 6438. Força de trabalho potencial: quem quer trabalhar e não procurou, ou procurou mas não podia começar. Desalentados: parte dela que desistiu de procurar por motivos como não encontrar trabalho adequado ou não haver trabalho na localidade.

Menos gente procurando

A taxa de desocupação cai por dois caminhos: mais gente encontra trabalho, ou menos gente procura. Os dois aconteceram. O nível da ocupação, a fatia da população de 14 anos ou mais que está trabalhando, chegou a 59,0% em nov/2025, o maior da série, e está em 58,9%. Já a taxa de participação, a fatia que trabalha ou procura trabalho, está em 62,2%, praticamente a mesma de março de 2012 (62,3%) e abaixo da média de 2019 (63,4%).

A diferença pesa na taxa. Uma conta aritmética, não uma previsão: se a participação de hoje fosse a média de 2019 e o número de ocupados fosse o mesmo de agora (103,5 milhões), a força de trabalho teria 111,4 milhões de pessoas, e não 109,3 milhões. Os desocupados seriam 7,9 milhões, e a taxa de desocupação, 7,1%. A conta supõe que todas essas pessoas estariam procurando sem achar, o que não é necessariamente verdade.

A população de 14 anos ou mais cresceu de 153,0 milhões para 175,6 milhões desde 2012, e o número de pessoas fora da força de trabalho, de 57,7 milhões para 66,4 milhões. A PNAD agrega nesse grupo estudantes, aposentados, quem cuida da casa ou de parentes e quem simplesmente não quer trabalhar. Os dados usados aqui não separam esses motivos nem a idade, e o envelhecimento da população é uma das explicações possíveis que não estão testadas neste texto.

Quanto da população trabalha ou procura trabalho (%)
Taxa de participação (força de trabalho ÷ população de 14+)Nível da ocupação (ocupados ÷ população de 14+)
46%50%54%58%62%66%2014201620182020202220242026média de 2019: 63,4%Participação 62,2%Ocupação 58,9%
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, trimestres móveis (data = último mês do trimestre). Pessoas de 14 anos ou mais. Cálculo: Dado Bruto. Tabelas 5944 e 6379. A escala vertical não começa em zero.

Que vagas surgiram

Entre março de 2012 e agosto de 2026, o número de ocupados passou de 87,7 milhões para 103,5 milhões, 15,8 milhões a mais. Os empregados com carteira no setor privado responderam por 5,3 milhões desse aumento. Os outros 10,5 milhões vieram de conta própria (+6,0 milhões), empregados sem carteira (+2,6 milhões), setor público (+2,3 milhões) e empregadores (+1,1 milhão). Trabalhadores domésticos (-0,5 milhão) e familiares auxiliares (-1,0 milhão) diminuíram.

O retrato muda quando o ponto de partida é dezembro de 2019, antes da pandemia. Dos 9,6 milhões de ocupados a mais desde então, 5,2 milhões são empregados com carteira no setor privado, a maior parte do aumento. O número de empregados com carteira chegou a 39,5 milhões, o maior da série.

Variação no número de ocupados, por posição na ocupação (milhões)
mar/2012 a ago/2026dez/2019 a ago/2026
0+4+8+12+16Empregado com carteira (setor privado)Empregado com carteira (setor privado): +5,28 milhão+5,3Empregado com carteira (setor privado): +5,22 milhão+5,2Empregado sem carteira (setor privado)Empregado sem carteira (setor privado): +2,64 milhão+2,6Empregado sem carteira (setor privado): +1,65 milhão+1,7Trabalhador domésticoTrabalhador doméstico: -0,49 milhão-0,5Trabalhador doméstico: -0,66 milhão-0,7Setor públicoSetor público: +2,30 milhão+2,3Setor público: +1,79 milhão+1,8EmpregadorEmpregador: +1,05 milhão+1,1Empregador: +0,10 milhão+0,1Conta própriaConta própria: +6,01 milhão+6,0Conta própria: +2,13 milhão+2,1Trabalhador familiar auxiliarTrabalhador familiar auxiliar: -1,02 milhão-1,0Trabalhador familiar auxiliar: -0,67 milhão-0,7Total de ocupadosTotal de ocupados: +15,76 milhão+15,8Total de ocupados: +9,56 milhão+9,6
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, trimestres móveis (data = último mês do trimestre). Pessoas de 14 anos ou mais. Cálculo: Dado Bruto. Tabela 6320. As posições somam o total de ocupados.

Por atividade, quem mais ganhou ocupados desde 2012 foi adm. pública, educação, saúde e serviços sociais (+5,5 milhões), seguido de informação, finanças e serviços profissionais (+3,7 milhões) e comércio e reparação de veículos (+2,7 milhões). A agropecuária perdeu 2,0 milhões de ocupados, e os serviços domésticos, 0,4 milhão. A indústria tem praticamente o mesmo número de ocupados de 2012: 13,3 milhões, contra 13,0 milhões.

Variação no número de ocupados por atividade, mar/2012 a ago/2026 (milhões)
-20+2+4+6Adm. pública, educação, saúde e serviços sociaisAdm. pública, educação, saúde e serviços sociais: +5,55 milhão+5,5Informação, finanças e serviços profissionaisInformação, finanças e serviços profissionais: +3,66 milhão+3,7Comércio e reparação de veículosComércio e reparação de veículos: +2,71 milhão+2,7Transporte, armazenagem e correioTransporte, armazenagem e correio: +2,22 milhão+2,2Outros serviçosOutros serviços: +1,67 milhão+1,7Alojamento e alimentaçãoAlojamento e alimentação: +1,67 milhão+1,7ConstruçãoConstrução: +0,55 milhão+0,6IndústriaIndústria: +0,22 milhão+0,2Serviços domésticosServiços domésticos: -0,44 milhão-0,4AgropecuáriaAgropecuária: -2,05 milhão-2,0
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, trimestres móveis (data = último mês do trimestre). Pessoas de 14 anos ou mais. Cálculo: Dado Bruto. Tabela 6323. Atividade do trabalho principal.

Informalidade: um pouco menor, de outro formato

O IBGE mede a informalidade desde o fim de 2015. Ela inclui empregados e domésticos sem carteira, empregadores e trabalhadores por conta própria sem CNPJ e familiares auxiliares. A taxa começou em 38,3% (dez/2015), chegou a 41,1% em ago/2019 e está em 37,5%, perto do mínimo de 36,6%. Esse mínimo, em jun/2020, não foi uma melhora. Entre dezembro de 2019 e agosto de 2020, os informais passaram de 38,2 milhões para 30,6 milhões: responderam por 59% das ocupações perdidas, embora fossem 41% dos ocupados. A taxa caiu porque eles saíram da conta. São 38,8 milhões de informais hoje.

Dentro do conta própria, o crescimento foi de quem tem CNPJ: de 4,3 milhões em dez/2015 para 7,3 milhões, enquanto os sem CNPJ passaram de 18,0 milhões para 18,9 milhões. Pela definição do IBGE, quem tem CNPJ é formal. A pesquisa não diz se o CNPJ é de um microempreendedor que vende para vários clientes ou de alguém que presta serviço para uma só empresa no lugar de um contrato com carteira.

Informalidade e o conta própria com CNPJ, desde o fim de 2015
A. Taxa de informalidade dos ocupados (%)34%36%38%40%42%ago/2019: 41,1%jun/2020: 36,6%37,5%B. Trabalhadores por conta própria, com e sem CNPJ (milhões)05101520Sem CNPJ 18,9Com CNPJ 7,3201620182020202220242026
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, trimestres móveis (data = último mês do trimestre). Pessoas de 14 anos ou mais. Cálculo: Dado Bruto. Tabelas 8513, 8501 e 6320 (início em out-dez/2015). Informais: empregados e domésticos sem carteira, empregadores e conta própria sem CNPJ, e trabalhador familiar auxiliar.

Quanto paga

O rendimento médio real habitual dos ocupados está em R$ 3.777, em valores corrigidos pelo IBGE para preços de agosto de 2026. O recorde é R$ 3.804, em mar/2026. Em relação a março de 2012, a alta é de 19%; em relação a dezembro de 2019, de 12%; em 12 meses, de 3,7%. O menor valor da série foi R$ 3.068, em dez/2021, depois da alta da inflação em 2021.

Os grupos que ganham menos tiveram os maiores aumentos desde 2012: empregados sem carteira, 35%; conta própria, 27%; domésticos, 22%. Os com carteira tiveram 12%, e o setor público, 15%. Mesmo assim, a média do sem carteira (R$ 2.612) ainda é 23% menor que a do com carteira (R$ 3.399).

Com mais gente trabalhando e ganhando mais, a massa de rendimento real, a soma do que todos os ocupados recebem por mês, chegou a R$ 385,6 bilhões, o maior valor da série. Era R$ 269,8 bilhões em março de 2012 e R$ 308,7 bilhões em dezembro de 2019. A jornada caiu um pouco: a média de horas habituais no trabalho principal passou de 40,6 por semana no 1º trimestre de 2012 para 39,1 no trimestre mais recente com dado (abr-jun/2026).

Rendimento médio real por posição na ocupação, mar/2012 = 100
Sem carteiraConta própriaDomésticoSetor públicoCom carteira
801001201402014201620182020202220242026Sem carteira 135Conta própria 127Doméstico 122Setor público 115Com carteira 112
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, trimestres móveis (data = último mês do trimestre). Pessoas de 14 anos ou mais. Cálculo: Dado Bruto. Tabela 6389 (rendimento habitual, deflacionado pelo IBGE). Setor privado para com e sem carteira.

Desemprego baixo, salário em alta?

Na teoria econômica, um mercado de trabalho apertado tende a puxar os salários para cima. O gráfico abaixo põe as duas coisas lado a lado: cada ponto é um mês, com a taxa de desocupação no eixo horizontal e a variação real do rendimento médio em 12 meses no eixo vertical.

A relação aparece, mas com força diferente em cada período. De 2013 a 2019, ela é fraca: a correlação entre as duas séries é de -0,23. De 2022 a 2026, é mais clara (-0,62): os meses de desemprego mais baixo tendem a ter rendimento subindo mais. Correlação negativa, aqui, quer dizer que uma sobe quando a outra cai. Os pontos de 2020 e 2021 fogem do padrão por um efeito de composição. Entre fevereiro e agosto de 2020, o país perdeu 11,9 milhões de ocupados, e o rendimento médio subiu 6,3%. As perdas se concentraram em empregados sem carteira (2,8 milhões) e domésticos (1,7 milhão), que ganham menos. Quando quem ganha menos sai da conta, a média sobe sem que ninguém tenha ganhado mais. Esses dados mostram a associação; não estimam quanto um movimento causa o outro.

Desemprego e salário: cada ponto é um mês
2013 a 20192020 e 20212022 a 2026
-12%-6%0%+6%+12%4%6%8%10%12%14%16%taxa de desocupação →mar/2013: desocupação 8,0%, rendimento 2,1% em 12 mesesabr/2013: desocupação 7,9%, rendimento 1,9% em 12 mesesmai/2013: desocupação 7,6%, rendimento 2,3% em 12 mesesjun/2013: desocupação 7,5%, rendimento 2,9% em 12 mesesjul/2013: desocupação 7,4%, rendimento 3,1% em 12 mesesago/2013: desocupação 7,2%, rendimento 3,4% em 12 mesesset/2013: desocupação 7,0%, rendimento 3,6% em 12 mesesout/2013: desocupação 6,8%, rendimento 4,0% em 12 mesesnov/2013: desocupação 6,5%, rendimento 3,7% em 12 mesesdez/2013: desocupação 6,2%, rendimento 3,1% em 12 mesesjan/2014: desocupação 6,5%, rendimento 2,6% em 12 mesesfev/2014: desocupação 6,8%, rendimento 3,0% em 12 mesesmar/2014: desocupação 7,2%, rendimento 3,6% em 12 mesesabr/2014: desocupação 7,2%, rendimento 3,2% em 12 mesesmai/2014: desocupação 7,0%, rendimento 3,0% em 12 mesesjun/2014: desocupação 6,9%, rendimento 1,6% em 12 mesesjul/2014: desocupação 7,0%, rendimento 0,7% em 12 mesesago/2014: desocupação 7,0%, rendimento 0,8% em 12 mesesset/2014: desocupação 6,8%, rendimento 1,1% em 12 mesesout/2014: desocupação 6,7%, rendimento 1,3% em 12 mesesnov/2014: desocupação 6,6%, rendimento 1,0% em 12 mesesdez/2014: desocupação 6,6%, rendimento 1,8% em 12 mesesjan/2015: desocupação 6,9%, rendimento 2,1% em 12 mesesfev/2015: desocupação 7,5%, rendimento 0,9% em 12 mesesmar/2015: desocupação 8,0%, rendimento -0,2% em 12 mesesabr/2015: desocupação 8,1%, rendimento -0,4% em 12 mesesmai/2015: desocupação 8,2%, rendimento -0,6% em 12 mesesjun/2015: desocupação 8,4%, rendimento 0,2% em 12 mesesjul/2015: desocupação 8,6%, rendimento -0,3% em 12 mesesago/2015: desocupação 8,8%, rendimento -1,5% em 12 mesesset/2015: desocupação 9,0%, rendimento -1,9% em 12 mesesout/2015: desocupação 9,1%, rendimento -2,7% em 12 mesesnov/2015: desocupação 9,1%, rendimento -2,7% em 12 mesesdez/2015: desocupação 9,1%, rendimento -3,3% em 12 mesesjan/2016: desocupação 9,6%, rendimento -3,1% em 12 mesesfev/2016: desocupação 10,3%, rendimento -3,5% em 12 mesesmar/2016: desocupação 11,0%, rendimento -3,1% em 12 mesesabr/2016: desocupação 11,3%, rendimento -3,3% em 12 mesesmai/2016: desocupação 11,3%, rendimento -2,6% em 12 mesesjun/2016: desocupação 11,4%, rendimento -3,8% em 12 mesesjul/2016: desocupação 11,7%, rendimento -3,1% em 12 mesesago/2016: desocupação 11,9%, rendimento -1,8% em 12 mesesset/2016: desocupação 11,9%, rendimento -1,9% em 12 mesesout/2016: desocupação 11,9%, rendimento -1,3% em 12 mesesnov/2016: desocupação 12,0%, rendimento -0,4% em 12 mesesdez/2016: desocupação 12,1%, rendimento 0,6% em 12 mesesjan/2017: desocupação 12,7%, rendimento 0,6% em 12 mesesfev/2017: desocupação 13,3%, rendimento 1,6% em 12 mesesmar/2017: desocupação 13,9%, rendimento 1,7% em 12 mesesabr/2017: desocupação 13,7%, rendimento 1,7% em 12 mesesmai/2017: desocupação 13,4%, rendimento 1,2% em 12 mesesjun/2017: desocupação 13,1%, rendimento 1,9% em 12 mesesjul/2017: desocupação 12,9%, rendimento 1,9% em 12 mesesago/2017: desocupação 12,7%, rendimento 0,9% em 12 mesesset/2017: desocupação 12,5%, rendimento 1,5% em 12 mesesout/2017: desocupação 12,3%, rendimento 1,7% em 12 mesesnov/2017: desocupação 12,1%, rendimento 1,9% em 12 mesesdez/2017: desocupação 11,9%, rendimento 1,4% em 12 mesesjan/2018: desocupação 12,3%, rendimento 1,4% em 12 mesesfev/2018: desocupação 12,7%, rendimento 1,5% em 12 mesesmar/2018: desocupação 13,2%, rendimento 0,9% em 12 mesesabr/2018: desocupação 13,0%, rendimento 1,7% em 12 mesesmai/2018: desocupação 12,8%, rendimento 1,9% em 12 mesesjun/2018: desocupação 12,6%, rendimento 2,1% em 12 mesesjul/2018: desocupação 12,4%, rendimento 1,7% em 12 mesesago/2018: desocupação 12,2%, rendimento 2,3% em 12 mesesset/2018: desocupação 12,0%, rendimento 1,4% em 12 mesesout/2018: desocupação 11,8%, rendimento 1,2% em 12 mesesnov/2018: desocupação 11,7%, rendimento 0,8% em 12 mesesdez/2018: desocupação 11,7%, rendimento 1,4% em 12 mesesjan/2019: desocupação 12,2%, rendimento 1,6% em 12 mesesfev/2019: desocupação 12,5%, rendimento 1,6% em 12 mesesmar/2019: desocupação 12,8%, rendimento 1,2% em 12 mesesabr/2019: desocupação 12,6%, rendimento 0,3% em 12 mesesmai/2019: desocupação 12,4%, rendimento -0,4% em 12 mesesjun/2019: desocupação 12,1%, rendimento -0,3% em 12 mesesjul/2019: desocupação 11,9%, rendimento -0,2% em 12 mesesago/2019: desocupação 11,9%, rendimento -0,2% em 12 mesesset/2019: desocupação 11,9%, rendimento 0,2% em 12 mesesout/2019: desocupação 11,7%, rendimento 0,8% em 12 mesesnov/2019: desocupação 11,3%, rendimento 1,2% em 12 mesesdez/2019: desocupação 11,1%, rendimento 0,3% em 12 mesesjan/2020: desocupação 11,3%, rendimento -0,1% em 12 mesesfev/2020: desocupação 11,7%, rendimento -0,3% em 12 mesesmar/2020: desocupação 12,4%, rendimento 0,9% em 12 mesesabr/2020: desocupação 12,7%, rendimento 2,5% em 12 mesesmai/2020: desocupação 13,1%, rendimento 5,0% em 12 mesesjun/2020: desocupação 13,6%, rendimento 6,6% em 12 mesesjul/2020: desocupação 14,1%, rendimento 8,1% em 12 mesesago/2020: desocupação 14,8%, rendimento 7,5% em 12 mesesset/2020: desocupação 14,9%, rendimento 7,6% em 12 mesesout/2020: desocupação 14,6%, rendimento 5,2% em 12 mesesnov/2020: desocupação 14,3%, rendimento 3,6% em 12 mesesdez/2020: desocupação 14,2%, rendimento 2,4% em 12 mesesjan/2021: desocupação 14,4%, rendimento 1,9% em 12 mesesfev/2021: desocupação 14,6%, rendimento 0,9% em 12 mesesmar/2021: desocupação 14,9%, rendimento 0,4% em 12 mesesabr/2021: desocupação 14,8%, rendimento -1,9% em 12 mesesmai/2021: desocupação 14,7%, rendimento -3,6% em 12 mesesjun/2021: desocupação 14,2%, rendimento -6,5% em 12 mesesjul/2021: desocupação 13,7%, rendimento -8,4% em 12 mesesago/2021: desocupação 13,2%, rendimento -9,6% em 12 mesesset/2021: desocupação 12,7%, rendimento -11,3% em 12 mesesout/2021: desocupação 12,1%, rendimento -11,3% em 12 mesesnov/2021: desocupação 11,6%, rendimento -11,5% em 12 mesesdez/2021: desocupação 11,1%, rendimento -10,9% em 12 mesesjan/2022: desocupação 11,2%, rendimento -9,8% em 12 mesesfev/2022: desocupação 11,2%, rendimento -8,9% em 12 mesesmar/2022: desocupação 11,1%, rendimento -8,8% em 12 mesesabr/2022: desocupação 10,5%, rendimento -8,0% em 12 mesesmai/2022: desocupação 9,8%, rendimento -7,3% em 12 mesesjun/2022: desocupação 9,3%, rendimento -5,2% em 12 mesesjul/2022: desocupação 9,1%, rendimento -3,0% em 12 mesesago/2022: desocupação 8,9%, rendimento -0,7% em 12 mesesset/2022: desocupação 8,7%, rendimento 2,5% em 12 mesesout/2022: desocupação 8,3%, rendimento 4,6% em 12 mesesnov/2022: desocupação 8,1%, rendimento 7,0% em 12 mesesdez/2022: desocupação 7,9%, rendimento 8,1% em 12 mesesjan/2023: desocupação 8,4%, rendimento 7,6% em 12 mesesfev/2023: desocupação 8,6%, rendimento 7,4% em 12 mesesmar/2023: desocupação 8,8%, rendimento 7,2% em 12 mesesabr/2023: desocupação 8,5%, rendimento 7,3% em 12 mesesmai/2023: desocupação 8,3%, rendimento 6,4% em 12 mesesjun/2023: desocupação 8,0%, rendimento 6,1% em 12 mesesjul/2023: desocupação 7,9%, rendimento 5,1% em 12 mesesago/2023: desocupação 7,8%, rendimento 4,4% em 12 mesesset/2023: desocupação 7,7%, rendimento 4,1% em 12 mesesout/2023: desocupação 7,6%, rendimento 3,8% em 12 mesesnov/2023: desocupação 7,5%, rendimento 3,7% em 12 mesesdez/2023: desocupação 7,4%, rendimento 3,0% em 12 mesesjan/2024: desocupação 7,6%, rendimento 3,7% em 12 mesesfev/2024: desocupação 7,8%, rendimento 4,2% em 12 mesesmar/2024: desocupação 7,9%, rendimento 3,9% em 12 mesesabr/2024: desocupação 7,5%, rendimento 4,7% em 12 mesesmai/2024: desocupação 7,1%, rendimento 5,5% em 12 mesesjun/2024: desocupação 6,9%, rendimento 5,7% em 12 mesesjul/2024: desocupação 6,8%, rendimento 4,7% em 12 mesesago/2024: desocupação 6,6%, rendimento 5,0% em 12 mesesset/2024: desocupação 6,4%, rendimento 3,6% em 12 mesesout/2024: desocupação 6,2%, rendimento 3,8% em 12 mesesnov/2024: desocupação 6,1%, rendimento 3,4% em 12 mesesdez/2024: desocupação 6,2%, rendimento 4,2% em 12 mesesjan/2025: desocupação 6,5%, rendimento 3,6% em 12 mesesfev/2025: desocupação 6,8%, rendimento 3,5% em 12 mesesmar/2025: desocupação 7,0%, rendimento 4,0% em 12 mesesabr/2025: desocupação 6,6%, rendimento 3,1% em 12 mesesmai/2025: desocupação 6,2%, rendimento 3,0% em 12 mesesjun/2025: desocupação 5,8%, rendimento 3,3% em 12 mesesjul/2025: desocupação 5,6%, rendimento 3,8% em 12 mesesago/2025: desocupação 5,6%, rendimento 3,3% em 12 mesesset/2025: desocupação 5,6%, rendimento 4,0% em 12 mesesout/2025: desocupação 5,4%, rendimento 3,8% em 12 mesesnov/2025: desocupação 5,2%, rendimento 4,5% em 12 mesesdez/2025: desocupação 5,1%, rendimento 5,0% em 12 mesesjan/2026: desocupação 5,4%, rendimento 5,4% em 12 mesesfev/2026: desocupação 5,8%, rendimento 5,3% em 12 mesesmar/2026: desocupação 6,1%, rendimento 5,5% em 12 mesesabr/2026: desocupação 5,8%, rendimento 5,3% em 12 mesesmai/2026: desocupação 5,6%, rendimento 4,0% em 12 mesesjun/2026: desocupação 5,4%, rendimento 2,9% em 12 mesesjul/2026: desocupação 5,3%, rendimento 3,3% em 12 mesesago/2026: desocupação 5,3%, rendimento 3,7% em 12 mesesago/2026
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, trimestres móveis (data = último mês do trimestre). Pessoas de 14 anos ou mais. Cálculo: Dado Bruto. Rendimento médio real habitual (tabela 6390), variação sobre o mesmo mês do ano anterior. Passe o mouse sobre os pontos.

O mercado de trabalho em seis momentos

A tabela reúne os principais indicadores em seis trimestres móveis, escolhidos por critérios do próprio mercado de trabalho: o início da série, o menor desemprego antes da recessão de 2014 a 2016, o último trimestre antes da pandemia, o pior momento da ocupação na pandemia, um ano atrás e o dado mais recente.

O mercado de trabalho em seis momentos
Indicadormar/2012dez/2013dez/2019ago/2020ago/2025ago/2026
Taxa de desocupação (%)8,06,211,114,85,65,3
Taxa composta de subutilização (%)20,814,923,030,714,113,1
Desalentados (milhões)1,91,64,65,82,72,4
Taxa de participação (%)62,362,463,456,862,362,2
Nível da ocupação (%)57,358,556,448,458,858,9
Ocupados (milhões)87,791,793,981,1102,4103,5
Com carteira, setor privado (milhões)34,236,934,229,939,139,5
Taxa de informalidade (%)n/dn/d40,737,738,037,5
Rendimento médio real (R$)3.1733.2893.3613.5833.6413.777
Massa de rendimento real (R$ bilhões/mês)269,8291,4308,7283,7368,1385,6
Trimestres móveis terminados no mês indicado. Momentos: início da série; menor desocupação antes de 2016; último trimestre antes da pandemia; pior momento da ocupação na pandemia; um ano antes; dado mais recente. n/d: a série de informalidade começa em dez/2015. Rendimento em R$ de ago/2026 (deflator do IBGE). Fonte: IBGE, PNAD Contínua. Cálculo: Dado Bruto.

Explore as séries do mercado de trabalho

Marque as séries e mude o período. As contagens de pessoas, o rendimento e a massa entram no mesmo quadro, em índice (100 = primeiro mês em comum no período). As taxas ganham um quadro cada, com escala própria.

Limites

A PNAD Contínua é uma pesquisa por amostra de domicílios. Cada número tem margem de erro, e variações de poucos décimos entre um trimestre e outro podem não ser significativas. Os dados são de trimestres móveis: o número de agosto é a média de junho, julho e agosto. As séries não têm ajuste sazonal, e a desocupação costuma subir no começo de cada ano. Por isso, as comparações deste texto usam o mesmo mês em anos diferentes ou a série inteira.

O IBGE revisa a ponderação da pesquisa de tempos em tempos, e números de anos anteriores podem mudar. Os dados de informalidade e de CNPJ começam no fim de 2015. Nenhuma comparação deste texto mede causa.

Fontes e método

  • IBGE, PNAD Contínua trimestral, trimestres móveis, Brasil, pessoas de 14 anos ou mais: tabelas 6381 (desocupação), 6441 (subutilização), 6785 (subocupação), 6807 (desalento, %), 6438 (pessoas por medida de subutilização), 6318 (condição em relação à força de trabalho), 5944 (participação), 6379 (nível da ocupação), 6320 (ocupados por posição na ocupação), 6323 (por atividade), 8513 e 8501 (informalidade), 6389 e 6390 (rendimento médio real habitual), 6392 (massa de rendimento real habitual).
  • IBGE, PNAD Contínua trimestral, tabela 6371: média de horas habitualmente trabalhadas no trabalho principal (trimestres fixos).
  • Valores reais conforme o deflator do IBGE, em reais do último trimestre divulgado. As séries foram baixadas da API do SIDRA em 17/10/2026 e estão no banco de dados do Dado Bruto.
  • Cálculos do Dado Bruto: variações, diferenças entre datas, rendimento real em 12 meses (mês sobre o mesmo mês do ano anterior), correlação de Pearson entre desocupação e rendimento real em 12 meses e a conta da taxa de desocupação com a participação média de 2019 (força de trabalho = participação × população de 14+; desocupados = força de trabalho − ocupados de ago/2026).
Correções: nenhuma até o momento.