IA multiplica falhas de segurança em softwares e pressiona engenheiros
Google, Microsoft e OpenAI publicam milhares de correções; projetos de código aberto recebem volume excessivo de relatórios
Engenheiros de segurança do Vale do Silício enfrentam um aumento repentino de vulnerabilidades em programas de computador identificadas por sistemas de inteligência artificial. Em 21 de outubro, a OpenAI coordenava a correção de duas falhas críticas que podiam afetar boa parte da internet, segundo reportagem do New York Times.
O Google corrigiu 1.072 falhas no navegador Chrome em junho, número superior ao acumulado nos dois anos anteriores. A Microsoft publicou 1.461 correções só em outubro, contra 1.247 lançadas em todo o ano de 2025. Segundo a OpenAI, pesquisadores internos e externos usaram seus modelos para localizar mais de 1.300 falhas desde maio, em softwares de código aberto.
A OpenJS Foundation informa que o Node.js confirmou e corrigiu 50 vulnerabilidades neste ano, quantidade maior que em qualquer período anterior do projeto. Matteo Collina, diretor de tecnologia da Platformatic e mantenedor do Node.js, prevê que a situação "vai ficar dez vezes pior".
A tendência começou a aparecer no fim de 2025. Em janeiro, o projeto Curl deixou de pagar recompensas a quem encontrasse falhas, por causa do volume de relatórios. Em fevereiro, o Node.js recebeu 4,6 vezes mais notificações do que o normal. Em abril, a Anthropic afirmou que o modelo Mythos, capaz de invadir sistemas, não poderia ser liberado ao público com segurança, e concedeu acesso restrito a empresas e governos pelo Project Glasswing.
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