
Lula
Nome civil: Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República eleito em 2026 para o mandato de 2027 a 2031
Partido: PT · número 13 em 2026 · vice na chapa: Geraldo Alckmin · adversário no 2º turno: Flávio Bolsonaro
Biografia
Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 6 de outubro de 1945 (data do registro; ele comemora em 27 de outubro), em Caetés, então distrito de Garanhuns, no agreste de Pernambuco. Sétimo de oito filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Melo, a Dona Lindu, mudou-se com a mãe e os irmãos para o litoral de São Paulo em dezembro de 1952 e, em 1956, para a capital paulista.[1]
Trabalhou desde criança como engraxate e office-boy. Fez o curso de torneiro mecânico do Senai e trabalhou em metalúrgicas do ABC paulista; em 1964, perdeu o dedo mínimo da mão esquerda num acidente com uma prensa.[1]
Foi eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema em 1975 e reeleito em 1978. Liderou as greves do ABC de 1978 a 1980. Em abril de 1980, foi preso pelo Dops com base na Lei de Segurança Nacional e ficou 31 dias detido.[1]
Em 10 de fevereiro de 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), pelo qual disputou todas as eleições seguintes. Em 1982, foi candidato a governador de São Paulo e ficou em quarto lugar. Em 1986, foi eleito deputado federal constituinte com cerca de 651 mil votos, a maior votação do país para a Câmara naquele ano; não disputou a reeleição em 1990.[1][2]
Disputou a Presidência em 1989 (perdeu o 2º turno para Fernando Collor, com 46,97% dos votos válidos), em 1994 e em 1998 (perdeu as duas no 1º turno para Fernando Henrique Cardoso). Venceu em 2002, no 2º turno, contra José Serra (61,27%), e foi reeleito em 2006 contra Geraldo Alckmin (60,83%).[1][2]
Nos dois primeiros mandatos (2003 a 2010), o governo criou o Bolsa Família (2003, unificando programas de transferência de renda), o ProUni (2004), o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC, 2007) e o Minha Casa, Minha Vida (2009). Em 2005, o governo enfrentou a crise do mensalão, julgada pelo STF na Ação Penal 470; Lula não foi réu nessa ação.[1]
Em 2017, foi condenado em primeira instância pelo então juiz Sergio Moro, da Lava Jato, no caso do apartamento tríplex de Guarujá; a pena foi aumentada pelo TRF-4 em 2018. Ficou preso de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019 (580 dias) e teve a candidatura de 2018 barrada pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa. Em março de 2021, o STF anulou as condenações e declarou Moro parcial (detalhes na seção Na Justiça).[3][4][5]
Com os direitos políticos de volta, venceu a eleição de 2022 contra Jair Bolsonaro, com 50,90% dos votos válidos no 2º turno, tendo Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Tomou posse em 1º de janeiro de 2023, o terceiro mandato. Nesse período, o Congresso promulgou a reforma tributária sobre o consumo (Emenda Constitucional 132, de dezembro de 2023) e aprovou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, em vigor desde 2026.[1][2]
Candidato à reeleição em 2026, de novo com Alckmin de vice, ficou em segundo lugar no 1º turno, em 4 de outubro, com 45,16% dos votos válidos, atrás de Flávio Bolsonaro (PL). No 2º turno, em 25 de outubro, venceu com 64.256.232 votos, 51,79% dos válidos. É a primeira pessoa eleita presidente do Brasil quatro vezes pelo voto direto. A posse está marcada para 5 de janeiro de 2027, primeira data fixada pela Emenda Constitucional 111, de 2021; o mandato vai até 5 de janeiro de 2031.[6][7][8]
Foi casado com Maria de Lourdes Ribeiro, que morreu em 1971, e com Marisa Letícia Rocco, de 1974 até a morte dela, em fevereiro de 2017. Casou-se com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, em maio de 2022. Tem cinco filhos.[1]
Nasceu em Caetés (PE), na época distrito de Garanhuns, em 06/10/1945 (data do registro de candidatura no TSE).
Carreira
| Período | Cargo ou função |
|---|---|
| 1966–1980 | Metalúrgico no ABC paulista (Indústrias Villares, entre outras) |
| 1975–1980 | Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema |
| 1980 | Um dos fundadores do PT; presidiu o partido em diferentes períodos |
| 1987–1991 | Deputado federal por São Paulo (Assembleia Nacional Constituinte) |
| 2003–2010 | Presidente da República (dois mandatos) |
| 2018–2019 | Preso em Curitiba por 580 dias; condenações anuladas pelo STF em 2021 |
| 2023–2027 | Presidente da República (terceiro mandato, até 5/1/2027) |
| 2027–2031 | Presidente da República eleito (quarto mandato) |
Eleições disputadas
| Ano | Cargo | Partido | Votos | % dos válidos | Resultado |
|---|---|---|---|---|---|
| 2026 | Presidente | PT | 64.256.232 | 51,79% | Eleito no 2º turno (Flávio Bolsonaro)[7] |
| 2022 | Presidente | PT | 60.345.999 | 50,90% | Eleito no 2º turno (Jair Bolsonaro)[2] |
| 2018 | Presidente | PT | — | — | Candidatura indeferida pelo TSE (Ficha Limpa)[3] |
| 2006 | Presidente | PT | — | 60,83% | Reeleito no 2º turno (Alckmin)[2] |
| 2002 | Presidente | PT | — | 61,27% | Eleito no 2º turno (Serra)[2] |
| 1998 | Presidente | PT | — | 31,71% | 2º lugar no 1º turno (FHC)[2] |
| 1994 | Presidente | PT | — | 27,04% | 2º lugar no 1º turno (FHC)[2] |
| 1989 | Presidente | PT | — | 46,97% | Perdeu no 2º turno (Collor)[2] |
| 1986 | Deputado federal (SP) | PT | 651.763 | — | Eleito[2] |
| 1982 | Governador de SP | PT | — | 10,77% | 4º lugar[2] |
Votos e percentual do turno decisivo. Nas chapas (vice-governador e vice-presidente), os votos são do titular. “—” quando o número não está nas fontes listadas abaixo.
Eleição para presidente em 2026
2º turno, 25/10/2026
| Candidato | Partido | Votos | % dos válidos |
|---|---|---|---|
| Lula | PT | 64.256.232 | 51,79% |
| Flávio Bolsonaro | PL | 59.826.041 | 48,21% |
1º turno, 4/10/2026
| Candidato | Partido | Votos | % dos válidos |
|---|---|---|---|
| Flávio Bolsonaro | PL | 56.104.503 | 47,03% |
| Lula | PT | 53.879.538 | 45,16% |
| Augusto Cury | Avante | 3.448.569 | 2,89% |
| Renan Santos | Missão | 2.675.887 | 2,24% |
| Ronaldo Caiado | PSD | 2.605.148 | 2,18% |
| Outros 7 candidatos | 587.143 | 0,49% |
Votos válidos: 119.300.788 no 1º turno e 124.082.273 no 2º (sem brancos e nulos). Resultado oficial do TSE.
Na Justiça
Lava Jato: tríplex de Guarujá e sítio de Atibaia
Condenado em julho de 2017 pela 13ª Vara Federal de Curitiba (juiz Sergio Moro) a 9 anos e 6 meses no caso do tríplex; o TRF-4 aumentou a pena para 12 anos e 1 mês em janeiro de 2018. Foi preso em 7 de abril de 2018 e solto em 8 de novembro de 2019, depois que o STF decidiu que a pena só pode ser cumprida após o fim de todos os recursos. Em 2019, foi condenado também no caso do sítio de Atibaia. Em 8 de março de 2021, o ministro Edson Fachin, do STF, anulou as condenações por entender que a Vara de Curitiba não era competente para os casos; o plenário confirmou a decisão. Em março de 2021, a 2ª Turma do STF declarou Moro suspeito (parcial) no caso do tríplex. Os processos foram enviados à Justiça Federal do Distrito Federal e não houve nova condenação.[3][5][4]
Só entram casos com decisão judicial (condenação, anulação ou arquivamento). Investigações e acusações sem decisão ficam de fora.
Fontes
- Wikipédia: Luiz Inácio Lula da Silva
- TSE: estatísticas e resultados de eleições anteriores
- Poder360: Da prisão ao Planalto (07/04/2023)
- Poder360: 4 anos da soltura de Lula (08/11/2023)
- Observador: condenações de Lula anuladas (08/03/2021)
- TSE: resultado oficial do 1º turno para presidente, 2026
- TSE: resultado oficial do 2º turno para presidente, 2026
- Diário do Pará: a trajetória de Lula (26/10/2026)
Texto conferido em 31/10/2026. Resultados de 2026: TSE. Fatos de carreira: as reportagens e perfis listados, cruzados entre si.
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