
Geraldo Alckmin
Nome civil: Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho
Vice-presidente da República eleito em 2026 na chapa de Lula, para o mandato de 2027 a 2031
Partido: PSB · número 13 em 2026 · presidente da chapa: Lula · vice adversário: Alfredo Gaspar
Biografia
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho nasceu em 7 de novembro de 1952, em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, em São Paulo. Formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina de Taubaté e especializou-se em anestesiologia. Na faculdade, participou de movimentos estudantis católicos.[1][2]
Filiou-se ao MDB aos 19 anos e, em 1972, foi eleito vereador em Pindamonhangaba. Em seguida, foi eleito prefeito da cidade, que governou de 1977 a 1982, aos 24 anos, o mais jovem a ocupar o cargo ali. Foi eleito deputado estadual em 1982 e deputado federal constituinte em 1986, reeleito em 1990.[1][2]
Em 1988, participou da fundação do PSDB, partido em que ficou por mais de 30 anos e que presidiu em São Paulo (1991 a 1994) e no plano nacional. Em 1994, foi eleito vice-governador de São Paulo na chapa de Mário Covas, reeleita em 1998. Assumiu o governo em janeiro de 2001, quando Covas se licenciou para tratamento de saúde, e efetivou-se com a morte do governador, em 6 de março de 2001.[1]
Foi eleito governador em 2002, no 2º turno, com 58,64% dos votos válidos, contra José Genoino (PT). Renunciou em março de 2006 para disputar a Presidência: teve 41,64% no 1º turno e perdeu o 2º turno para Lula, com 39,17%. Em 2000 e em 2008, ficou em terceiro lugar na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Foi secretário estadual de Desenvolvimento no governo José Serra.[1][2]
Voltou ao governo de São Paulo em 2010, eleito no 1º turno com 50,63% dos votos válidos contra Aloizio Mercadante (PT), e foi reeleito em 2014, também no 1º turno, com 57,31%. Somando os períodos, foi o governador que mais tempo ficou no cargo em São Paulo desde a redemocratização. Renunciou em abril de 2018 para disputar a Presidência e ficou em quarto lugar, com 4,76% dos votos válidos.[1][2]
Deixou o PSDB em dezembro de 2021 e filiou-se ao PSB em março de 2022. Foi anunciado como candidato a vice de Lula e eleito em outubro de 2022. Coordenou a equipe de transição do governo e, a partir de janeiro de 2023, acumulou a Vice-Presidência com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que deixou no início de abril de 2026, antes da campanha.[1][2]
Foi confirmado de novo como vice de Lula para 2026 e reeleito em 25 de outubro, na chapa que teve 51,79% dos votos válidos no 2º turno. É casado com Lu Alckmin.[3][2]
Nasceu em Pindamonhangaba (SP), em 07/11/1952 (data do registro de candidatura no TSE).
Carreira
| Período | Cargo ou função |
|---|---|
| 1973–1976 | Vereador em Pindamonhangaba (SP) |
| 1977–1982 | Prefeito de Pindamonhangaba |
| 1983–1987 | Deputado estadual de São Paulo |
| 1987–1995 | Deputado federal por São Paulo (Constituinte e legislatura seguinte) |
| 1995–2001 | Vice-governador de São Paulo (governos Mário Covas) |
| 2001–2006 | Governador de São Paulo |
| 2009–2010 | Secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo |
| 2011–2018 | Governador de São Paulo (dois mandatos) |
| 2023–2027 | Vice-presidente da República; ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços de 2023 a abril de 2026 |
| 2027–2031 | Vice-presidente da República eleito |
Eleições disputadas
| Ano | Cargo | Partido | Votos | % dos válidos | Resultado |
|---|---|---|---|---|---|
| 2026 | Vice-presidente (chapa de Lula) | PSB | 64.256.232 | 51,79% | Eleito no 2º turno[3] |
| 2022 | Vice-presidente (chapa de Lula) | PSB | — | 50,90% | Eleito no 2º turno[4] |
| 2018 | Presidente | PSDB | — | 4,76% | 4º lugar[1] |
| 2014 | Governador de SP | PSDB | — | 57,31% | Reeleito no 1º turno[1] |
| 2010 | Governador de SP | PSDB | — | 50,63% | Eleito no 1º turno[1] |
| 2008 | Prefeito de São Paulo | PSDB | — | — | 3º lugar[1] |
| 2006 | Presidente | PSDB | — | 39,17% | Perdeu no 2º turno (Lula)[1] |
| 2002 | Governador de SP | PSDB | — | 58,64% | Eleito no 2º turno (Genoino)[1] |
| 2000 | Prefeito de São Paulo | PSDB | — | — | 3º lugar[1] |
| 1998 | Vice-governador de SP (chapa de Covas) | PSDB | — | — | Reeleito no 2º turno[1] |
| 1994 | Vice-governador de SP (chapa de Covas) | PSDB | — | 56,12% | Eleito no 2º turno[1] |
| 1990 | Deputado federal (SP) | PSDB | — | — | Reeleito[1] |
| 1986 | Deputado federal (SP) | PMDB | — | — | Eleito[1] |
| 1982 | Deputado estadual (SP) | PMDB | — | — | Eleito[1] |
| 1972 | Vereador (Pindamonhangaba) | MDB | — | — | Eleito[1] |
Votos e percentual do turno decisivo. Nas chapas (vice-governador e vice-presidente), os votos são do titular. “—” quando o número não está nas fontes listadas abaixo.
Eleição para presidente em 2026
2º turno, 25/10/2026
| Candidato | Partido | Votos | % dos válidos |
|---|---|---|---|
| Lula | PT | 64.256.232 | 51,79% |
| Flávio Bolsonaro | PL | 59.826.041 | 48,21% |
1º turno, 4/10/2026
| Candidato | Partido | Votos | % dos válidos |
|---|---|---|---|
| Flávio Bolsonaro | PL | 56.104.503 | 47,03% |
| Lula | PT | 53.879.538 | 45,16% |
| Augusto Cury | Avante | 3.448.569 | 2,89% |
| Renan Santos | Missão | 2.675.887 | 2,24% |
| Ronaldo Caiado | PSD | 2.605.148 | 2,18% |
| Outros 7 candidatos | 587.143 | 0,49% |
Votos válidos: 119.300.788 no 1º turno e 124.082.273 no 2º (sem brancos e nulos). Resultado oficial do TSE.
Na Justiça
Ação de improbidade sobre a campanha de 2014
O Ministério Público de São Paulo acusou Alckmin de receber da Odebrecht R$ 8,3 milhões não declarados (caixa 2) para a campanha de 2014. Em outubro de 2024, o ministro Dias Toffoli, do STF, mandou arquivar a ação, por usar provas do acordo de leniência da Odebrecht que o tribunal já havia declarado imprestáveis. A Procuradoria-Geral da República recorreu; em agosto de 2025, a 2ª Turma do STF manteve o arquivamento, por 4 votos a 1.[5][6]
Só entram casos com decisão judicial (condenação, anulação ou arquivamento). Investigações e acusações sem decisão ficam de fora.
Fontes
- CNN Brasil: quem é Geraldo Alckmin (30/10/2022)
- Wikipedia: Geraldo Alckmin
- TSE: resultado oficial do 2º turno para presidente, 2026
- TSE: estatísticas e resultados de eleições anteriores
- Conjur: Toffoli manda arquivar ação contra Alckmin (21/10/2024)
- Jurinews: STF mantém arquivamento de ação contra Alckmin (2025)
Texto conferido em 31/10/2026. Resultados de 2026: TSE. Fatos de carreira: as reportagens e perfis listados, cruzados entre si.
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