PF cumpre nova fase da Operação Castratio e mira deputado Marcelo Queiroz
Investigação apura suspeitas de fraude em contratos de castração de animais firmados pelo governo do Rio
A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (27) a segunda fase da Operação Castratio, que apura indícios de desvios em contratos avaliados em cerca de R$ 200 milhões do governo fluminense para castração de animais. O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) está entre os investigados.
Queiroz comandou a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), pasta que firmou os contratos sob suspeita. Os períodos variam conforme a fonte: a Folha cita outubro de 2019 a março de 2022, e o G1, 2020 a 2022.
A defesa do deputado, feita pelos advogados Pedro Ivo Velloso e João Paulo Ferraz, diz que ele "jamais participou ou teve conhecimento de qualquer ilegalidade". Segundo os advogados, os contratos de sua gestão passaram pelo Tribunal de Contas e pela Controladoria sem que fosse apontada irregularidade.
A PF afirma que os fatos podem configurar peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. A investigação apura ainda a extensão de uma organização criminosa.
Os contratos foram firmados com a Consuvet Soluções em Saúde Animal, empresa criada em julho de 2021 com capital social de R$ 20 mil. Segundo o G1, os valores firmados até 2023 ultrapassaram R$ 193 milhões. Em maio, a Consuvet negou irregularidades e disse que o valor citado na investigação não corresponde aos contratos que assinou.
A Folha procurou o governo do estado, que não respondeu até a publicação.
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