MPT acusa supermercados na Bahia de assédio eleitoral por uniforme com número 22
Empresa atribui o número ao aniversário da marca; órgão já havia recomendado revisão das ações promocionais.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia acusa a rede de supermercados RedeMix de assédio eleitoral. Segundo o órgão, funcionários eram constrangidos a usar camisas com o número 22 durante o expediente, nesta sexta-feira (23). O caso originou uma recomendação assinada pela procuradora do Trabalho Manuella Gedeon.
A recomendação pede que a empresa revise ações promocionais e evite mensagens ou símbolos que possam ser lidos como propaganda eleitoral. O documento também determina que a rede não pressione trabalhadores a apoiar candidatos ou partidos, sob ameaça de demissão ou retaliação. Para o MPT, a proximidade das eleições e a associação do número a uma candidatura à Presidência podem gerar constrangimento e sugerir apoio político dos empregados.
Segundo a empresa, o número faz referência ao aniversário da marca. O MPT recebeu denúncias de que os uniformes eram usados por funcionários em locais de atendimento ao público. A recomendação foi emitida a partir dessas denúncias e a apuração sobre os fatos segue em andamento.
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