Augusto Cury cumprimenta Lula pela vitória e pede governo para todos os brasileiros
Ex-candidato, que apoiou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no 2º turno, diz respeitar o resultado das urnas, mas mantém posição contra a reeleição.
O psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante) parabenizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória na disputa presidencial e pediu que ele administre o país para toda a população. A mensagem foi publicada em um vídeo e em uma nota nas redes sociais, logo após a validação do resultado do segundo turno, disputado no domingo (25).
Cury disputou a Presidência nesta eleição e declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno. Na nota, ele afirmou que mantém sua posição contrária à reeleição, mas aceita o resultado. “Cumprimento o presidente Lula pela vitória e respeito o resultado das urnas”, escreveu. Para ele, um quarto mandato dificulta a renovação de ideias, projetos e equipes.
Na gravação, Cury solicitou que Lula conduza o governo "para mais de 210 milhões de brasileiros", inclusive os eleitores de direita, e que aja "sem revanchismo e sem sentimentos de vingança". De acordo com ele, questões como a violência contra a mulher, os desafios da educação e o alto nível de endividamento das famílias não pertencem a nenhum campo político.
No campo econômico, Cury defendeu o equilíbrio das contas públicas e a diminuição dos juros. Em sua avaliação, quando o governo gasta mais do que arrecada, a Selic permanece elevada e o débito de famílias, comerciantes e produtores rurais cresce. Ele propôs que o Executivo chame economistas para compor a equipe econômica e mencionou Mansueto Almeida, Fábio Barbosa, Armínio Fraga e Rafael Fonteles. Também apoiou o crédito para micro e pequenas empresas e mudanças na educação, com mais valorização dos professores e qualificação profissional dos jovens.
Cury igualmente falou com quem questiona o resultado. Para ele, eventuais contestações, incluindo as que miram as urnas e a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no pleito, precisam ocorrer dentro das normas democráticas. Afirmou ainda que o país "não suporta mais uma polarização e uma radicalização".
Na nota, Cury disse torcer, “com humildade”, para que o governo acerte e o Brasil avance. Não há menção, nas matérias analisadas, a resposta do presidente Lula ou de sua equipe à manifestação.
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