Quênia confirma nove casos de ebola, todos ligados ao primeiro paciente
Governo diz que oito pacientes melhoram; sindicato médico aponta falhas em fronteiras e no aeroporto principal
O Quênia confirmou nove casos de ebola, em seu primeiro surto da doença. Segundo a BBC, todos os infectados têm ligação com o primeiro paciente, que viajou da República Democrática do Congo e morreu cerca de duas semanas antes.
Entre os casos estão quatro parentes do primeiro paciente, três profissionais de saúde e um funcionário de limpeza de um hospital. O diretor-geral de Saúde, Patrick Amoth, afirmou na terça-feira à noite que os oito pacientes restantes estão melhorando e respondem ao tratamento. Dos 135 contatos do primeiro paciente, 134 seguem em quarentena.
O Sindicato de Médicos e Dentistas do Quênia (KMPDU) relatou "falhas" em pontos de fronteira, como os com Uganda e a Tanzânia, e no principal aeroporto do país. Seu representante, Dennis Miskellah, disse que as instalações de fronteiras e portos têm equipe muito abaixo do necessário.
Desde a primeira confirmação, o governo passou a fazer triagem reforçada em viajantes de dez países considerados de alto risco, entre eles a RD Congo, Uganda, Ruanda e Etiópia. Essas pessoas devem preencher um formulário digital antes do embarque e apresentar um código QR às autoridades de saúde na chegada. Aeronaves vindas desses países também passam por triagem.
O Comitê Internacional de Resgate afirma que o Quênia segue sob risco constante de novos casos vindos do exterior, já que a RD Congo registra mais de 9.500 casos. O surto atual é causado pela espécie Bundibugyo, para a qual não há vacina nem tratamento aprovados, embora ensaios estejam em andamento.
O Ministério da Saúde disse ter treinado quase 5 mil profissionais de saúde e pediu à população que não estigmatize pessoas identificadas como contatos de casos.
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