Professora sobrevivente de tiroteio no Oregon diz que fingiu estar morta
Becky Drury foi baleada ao tentar fechar a porta da sala; ataque deixou três alunos e uma professora mortos.
A professora Becky Drury, de 54 anos, disse ter fingido estar morta para que o atirador não voltasse a atacá-la durante o tiroteio na escola Silver Rail Elementary, em Bend, no Oregon, em 15 de outubro. Segundo a BBC, ela divulgou a declaração a veículos de imprensa dos Estados Unidos.
Drury contou que saiu da sala de educação especial para ver o que acontecia no corredor. Ao avistar o atirador, tentou fechar a porta, mas foi baleada e caiu no chão. Segundo ela, a mão esquerda ficou quase completamente decepada e o outro braço também foi gravemente ferido. "Não consegui me levantar, me defender nem proteger ninguém", afirmou.
O atirador, identificado como Griffin J John II, de 16 anos e ex-aluno da escola, matou três estudantes e uma professora antes de ser morto a tiros por um pai que havia entrado no prédio atrás dele. As vítimas fatais foram Rhoam Summer, de cinco anos, a professora Megan Lambert, de 25 anos, e dois outros alunos, de 8 e 11 anos. Drury sofreu ferimentos graves, mas não ameaçadores à vida.
A polícia afirmou que outra professora, cujo nome não foi divulgado, tentou desarmar o atirador jogando o celular nele. Ela não ficou ferida. A polícia ainda não divulgou o motivo do ataque.
Relatos anteriores diziam que outra professora se jogou sobre um aluno para protegê-lo. Drury afirmou que quer esclarecer o caso: "Sei que houve relatos contraditórios sobre o que fiz naquele dia, mas a verdade é que fui baleada antes de ter chance de agir". A matéria não informa a resposta de outras pessoas citadas nesses relatos.
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