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Netanyahu chama Brasil de “pequeno país” e cogita voltar para posse de Flávio

Premiê israelense cita a posse de Jair Bolsonaro em 2019 durante evento em Jerusalém que inaugurou embaixada da Colômbia.

Por Redação Dado Bruto · 15 out. 2026, 14h59 · Atualizada em 17 out. 2026, 01h58 Fontes
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Fachada do Palácio do Itamaraty, em Brasília
Imagem ilustrativa: Fachada do Palácio do Itamaraty, em Brasília. Foto: Fwsbsb · CC BY-SA 4.0 · créditos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou o Brasil de “pequeno país” na quarta-feira (14.out.2026). A declaração foi feita durante a inauguração da embaixada da Colômbia em Jerusalém.

Netanyahu disse que talvez volte ao Brasil caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito no segundo turno da disputa presidencial. A votação está marcada para o dia 25 de outubro, segundo a Folha.

Ao discursar, o premiê lembrou a viagem que fez ao Brasil para a posse do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio. Ele citou também a visita anterior a Colômbia, Argentina e México. As fontes divergem sobre a data da viagem ao Brasil. O Metrópoles diz que Netanyahu chegou ao país em dezembro de 2018 e que a posse ocorreu em 1º de janeiro de 2019. A Folha afirma que a viagem foi em janeiro de 2019. O Poder360 registra apenas que a viagem ocorreu no ano seguinte à visita aos três países.

Segundo o Metrópoles, Netanyahu afirmou que a relação de Israel com a América Latina passou por um período de afastamento e que uma reaproximação está em curso. O premiê atribuiu esse afastamento à “aliança global woke”, expressão citada pelo Poder360 e pelo Metrópoles.

O Poder360 informa que Netanyahu propôs cooperação estratégica com a Colômbia em áreas como segurança, inteligência artificial, gestão de água e agricultura. O premiê também defendeu que a relação entre os dois países se apoia em herança judaico-cristã e em valores compartilhados.

Segundo a Folha, Netanyahu pediu à equipe que troque o mapa do seu gabinete por outro que inclua a América Latina. A informação aparece apenas nessa fonte e não foi confirmada pelas demais.

A visita de 2019 foi um marco de aproximação entre os dois governos. Jair Bolsonaro chegou a anunciar a intenção de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, como fizeram os Estados Unidos. A mudança, porém, não foi concretizada durante o mandato dele, segundo a Folha e o Metrópoles.

Desde o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as relações entre Brasil e Israel se deterioraram, sobretudo por causa das operações militares israelenses na Faixa de Gaza. Lula critica essas operações. Em resposta, o governo de Netanyahu declarou Lula persona non grata em Israel, segundo o Metrópoles e a Folha.

O Metrópoles lembra que, em setembro, representantes brasileiros deixaram o plenário da Assembleia Geral da ONU pouco antes de Netanyahu discursar, em protesto contra a atuação militar israelense em Gaza.

Ainda segundo o Metrópoles, Netanyahu telefonou para Flávio Bolsonaro e o convidou para visitar Israel. Conforme nota do gabinete israelense, os dois manifestaram interesse em renovar a amizade entre Brasil e Israel. O Poder360 informa que Netanyahu e Flávio já tinham se encontrado em janeiro deste ano, em conferência contra o antissemitismo realizada em Jerusalém.

Até a publicação desta matéria, não há manifestação de Flávio Bolsonaro sobre a fala do premiê nas fontes consultadas. As fontes também não informam resposta do governo brasileiro às declarações.

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