Maduro e Cilia Flores se declaram inocentes de acusação de tortura nos EUA
Nova acusação foi apresentada em 8 de outubro; julgamento está previsto para 1º de junho de 2027
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes nesta quinta-feira (15) de uma acusação de conspiração para torturar opositores políticos. A audiência foi realizada no tribunal federal de Manhattan, em Nova York, perante o juiz Alvin Hellerstein.
Segundo a acusação, Maduro ordenou que autoridades torturassem políticos da oposição e militares suspeitos de conspirar contra ele, com o objetivo de se manter no poder. Promotores do gabinete do procurador de Manhattan apresentaram a denúncia no dia 8 de outubro. Flores afirmou não ser culpada. Maduro, segundo a Folha, disse que as alegações são falsas e que nega todas elas. Os advogados do casal afirmaram que eles também negam as acusações de tortura, de acordo com o G1.
Um dos episódios descritos na denúncia ocorreu em 2014. Maduro teria ordenado que autoridades sequestrassem militares para obter informações sobre possíveis dissidentes. Quando alguns resistiram, ele teria mandado os agentes "apertá-los com mais força". Ainda segundo a denúncia, Flores concordou com o plano durante a reunião e rejeitou uma alternativa, que seria obter informações infiltrando-se nas fileiras dos suspeitos.
Maduro e Flores não são acusados de terem praticado pessoalmente qualquer ato de tortura. O julgamento está marcado para começar em 1º de junho de 2027. Se forem condenados por todas as acusações, cada um enfrentará pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão, segundo CNN Brasil e G1.
Os dois já se declararam inocentes das acusações anteriores, que envolvem abuso de poder para ajudar traficantes a transportar cocaína para os Estados Unidos. Maduro e Flores foram capturados em janeiro, em uma operação militar americana realizada na residência do casal, em Caracas, por ordem do presidente Donald Trump. Desde então, estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn.
Após a captura, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a liderança da Venezuela e ampliou a cooperação com os Estados Unidos. Governos americanos anteriores haviam imposto sanções a altos funcionários venezuelanos e a estatais, citando violações de direitos humanos, corrupção e fraudes eleitorais. Maduro acusava Washington de tentar tirá-lo do poder para ampliar o controle sobre os recursos naturais do país.
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