Maduro nega novas acusações de tortura em tribunal de Nova York
Juiz registra negativa de culpa do ex-presidente venezuelano e de Cilia Flores, que alegam imunidade soberana.
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, negaram nesta quinta-feira (15), em tribunal de Nova York, as acusações de tortura incluídas em uma nova denúncia dos Estados Unidos. O juiz Alvin Hellerstein registrou a negativa de culpa dos dois.
Segundo a denúncia, o casal comandou um sistema de repressão violenta que matou, perseguiu e torturou milhares de venezuelanos. Entre os métodos citados estão choques elétricos, asfixia, estupro, isolamento prolongado e privação de comida. A acusação também diz que Maduro autorizou torturas contra pessoas específicas, inclusive cidadãos americanos.
Maduro afirmou, por meio de intérprete, que a denúncia contém "falsas acusações e falsos testemunhos". Ele disse rejeitar o documento por completo. Antes, Hellerstein havia registrado a negativa de culpa em nome dele após interromper a fala do ex-presidente. O advogado Barry Pollack declarou que Maduro nega as acusações.
Maduro e Flores foram capturados em janeiro, em uma operação militar dos EUA, e levados a Nova York, onde seguem presos. Eles já respondiam a processo por narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas. Os advogados sustentam que a captura foi ilegal e que o ex-presidente tem imunidade por ser chefe de Estado.
A data do julgamento divergiu entre as fontes. A BBC informa que o processo está marcado para junho de 2027. A Guardian relata que as partes pediram a mudança da data de 1º para 14 de junho, sem citar o ano.
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