Coreia do Norte estuda reforçar armamento na fronteira com a Coreia do Sul
Kim Yo Jong acusa forças sul-coreanas de disparar tiros de advertência contra militares norte-coreanos
A irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, Kim Yo Jong, afirmou nesta segunda-feira (19) que o governo de Pyongyang analisa enviar mais armamento tático à fronteira com a Coreia do Sul e retomar transmissões por alto-falantes na região. A declaração foi divulgada pela agência estatal KCNA.
Segundo Kim Yo Jong, a situação na fronteira é instável. Ela afirmou que militares sul-coreanos ameaçam a segurança das tropas do Norte ao disparar tiros de advertência com fuzis automáticos e metralhadoras pesadas.
Ela disse que Seul emitiu 2.870 alertas por alto-falantes e fez 201 disparos de advertência entre 1º de agosto e 17 de outubro. Os dados vêm apenas da declaração de Kim Yo Jong, e não há confirmação independente.
Em 5 de outubro, as Forças Armadas da Coreia do Sul informaram que o Norte mobilizou cerca de 7 mil trabalhadores neste ano para instalar minas e cercas na fronteira. Seul pediu que Pyongyang suspendesse as obras.
Segundo o governo sul-coreano, as minas norte-coreanas provocaram cerca de 50 incidentes. As fontes divergem sobre a natureza desses casos: uma descreve incidentes com minas, outra, travessias da fronteira. Uma explosão no mês passado feriu gravemente dois soldados sul-coreanos.
A DMZ, a zona desmilitarizada que separa os dois países, foi criada com o armistício que encerrou a Guerra da Coreia, em 1953. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul não se manifestou de imediato sobre a declaração.
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