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Governo britânico promete mais proteção a passageiros com deficiência em voos

Medidas incluem o fim do teto de indenização por cadeiras de rodas danificadas e multas a companhias e aeroportos.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Esplanada dos Ministérios vista da Torre de TV, em Brasília
Imagem ilustrativa: Esplanada dos Ministérios vista da Torre de TV, em Brasília. Foto: Cayambe · CC BY-SA 3.0 · créditos

O governo do Reino Unido prometeu ampliar a proteção a passageiros com deficiência em viagens aéreas, com garantias contra danos a cadeiras de rodas e apoio de funcionários treinados. A informação foi publicada pelo The Guardian.

Segundo a reportagem, o governo pretende eliminar o limite máximo de indenização por cadeiras perdidas ou danificadas. Também quer dar ao regulador da aviação poder para multar companhias aéreas e aeroportos que não prestarem a assistência necessária. As mudanças devem constar do projeto de lei da aviação civil, que tramita no Parlamento.

As propostas seguem um relatório liderado por Tanni Grey-Thompson, divulgado há um ano, após diversos casos em que passageiros ficaram sem auxílio. Um grupo formado por representantes do setor, que acompanha as 19 recomendações do documento, afirmou que ainda há muito a fazer, mas que o processo teve um início positivo.

O Departamento de Transportes informou que os aeroportos ampliaram o treinamento de equipe. Também foi criado um sistema padronizado para preparar as companhias aéreas para o manuseio de equipamentos de mobilidade. Em 2024, mais de 1.000 cadeiras de rodas foram danificadas durante o transporte, o que equivale a mais de 80 por mês.

A secretária de Transportes, Heidi Alexander, afirmou: "As pessoas devem poder voar com dignidade e tranquilidade".

Os pedidos de assistência continuam crescendo. Uma entidade do setor estima que quase um em cada cinco passageiros com deficiência ainda se declara insatisfeito com a experiência de viagem. O presidente-executivo da associação Airlines UK, Tim Alderslade, disse que o número de passageiros que solicitaram ajuda subiu quase 10% em relação ao ano anterior. Ele também afirmou que 82% relatam estar satisfeitos com a experiência de voo.

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