Justiça nega prisão preventiva de vice-presidente do Corinthians
Juíza afirma não haver elementos que liguem Armando Mendonça à demissão de ex-diretor do clube, que era testemunha no caso
A Justiça de São Paulo negou o pedido do Ministério Público para decretar a prisão preventiva do vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça. A decisão, tomada na quinta-feira (22), também rejeitou as medidas cautelares pedidas contra ele.
Segundo a juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça paulista, não há elementos concretos que mostrem que Mendonça influenciou a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de tecnologia do clube. A magistrada também afirmou não haver indícios de risco à instrução criminal. Para ela, a saída de Munhoes ocorreu em contexto político-eleitoral.
O promotor Cássio Conserino havia pedido a prisão após o desligamento de Munhoes. Ele era responsável pelo relatório que embasou a denúncia do Ministério Público contra Mendonça. Segundo o promotor, a dispensa ocorreu às vésperas da audiência de instrução, marcada para 10 de novembro. O Ministério Público afirma que a demissão pode configurar intimidação de testemunha e interferência na produção de provas. O caso, segundo o órgão, deve ser analisado no âmbito da investigação sobre coação no curso do processo.
Em rede social, Mendonça afirmou que cobrar explicações de dirigentes é legítimo, mas que suspeitas não devem ser tratadas como sentenças. Ele disse que continuará apresentando esclarecimentos pelos meios adequados.
O Corinthians informou que não vai se manifestar. A defesa de Mendonça não respondeu ao pedido de posicionamento feito pela reportagem até a publicação.
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