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Economia42 min

TSMC consulta fornecedores por motores sem terras raras

Fabricante taiwanesa busca alternativas para reduzir risco de restrições chinesas à exportação desses materiais

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Ilustração: gráfico de barras em alta e pilha de moedas
Ilustração: dadobruto.com · sobre as imagens

A TSMC, maior fabricante de chips por encomenda do mundo, avalia alternativas a componentes de terras raras em equipamentos industriais. Segundo a Reuters, a empresa taiwanesa consultou fornecedores sobre motores que dispensem esses materiais. O objetivo é reduzir o risco de que controles de exportação impostos pela China interrompam as operações de suas fábricas.

As conversas estão em estágio inicial e ainda não levaram à adoção ampla de equipamentos sem terras raras, segundo duas fontes ouvidas pela agência. A TSMC não respondeu ao pedido de comentário até a publicação.

Ímãs de terras raras integram motores que movimentam partes de máquinas automatizadas. A China passou a exigir licenças de exportação para determinados materiais, ímãs e tecnologias de processamento desses elementos. Uma escassez poderia afetar a produção de chips usados em smartphones, inteligência artificial, centros de dados e defesa. Segundo as fontes, o problema afetaria sobretudo o funcionamento das máquinas, não a composição dos chips.

Taiwan e Estados Unidos também buscam diminuir a dependência de cadeias chinesas de terras raras e minerais críticos. Em junho, Raymond F. Greene, diretor do American Institute em Taiwan, disse que Washington trabalha com a ilha e outros parceiros para criar fontes alternativas de abastecimento e ampliar a capacidade de processamento.

Em fevereiro, o ministro da Economia de Taiwan, Kung Ming-hsin, anunciou apoio ao Instituto de Pesquisa em Tecnologia Industrial (ITRI) no desenvolvimento de tecnologias de terras raras. O plano prevê uma linha-piloto de produção, em até três anos, capaz de atender cerca de 50% da demanda doméstica. Autoridades norte-americanas mantêm conversas com o instituto sobre a diversificação de minerais críticos, segundo uma pessoa ligada a um centro de estudos dos EUA. O Departamento de Estado não respondeu ao pedido de comentário.

O ITRI confirmou, em comunicado, que trabalha com o Departamento de Tecnologia Industrial do Ministério da Economia de Taiwan em um projeto sobre terras raras, sem dar detalhes.

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