Mulheres negras têm mortalidade por câncer de mama até quatro vezes maior, diz Inca
Diferença aparece mesmo com incidência menor da doença entre elas; instituto aponta acesso desigual ao diagnóstico e ao tratamento.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou nesta terça-feira (27), no Rio de Janeiro, uma publicação que aponta taxa de mortalidade por câncer de mama mais alta entre mulheres negras do que entre brancas. A diferença é de 3,8 vezes, segundo a Agência Brasil. O G1 fala em quatro vezes.
A incidência da doença é maior entre mulheres brancas, mas elas morrem menos. Para a chefe da Divisão de Detecção Precoce do Inca, Renata Maciel, a diferença pode estar ligada ao acesso ao diagnóstico precoce e aos tratamentos oferecidos pelo sistema de saúde.
Segundo a publicação, mulheres pretas e pardas recebem o diagnóstico em estágios mais avançados e em idades mais jovens. Elas também apresentam com mais frequência o subtipo triplo-negativo, de evolução mais rápida.
O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, afirma que os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas que ampliem o acesso dessa população ao diagnóstico precoce. O estudo integra uma série do instituto sobre disparidades raciais no câncer de mama.
A publicação analisa fatores socioeconômicos, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e possíveis influências genéticas e de ancestralidade sobre as diferenças observadas.
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