Experimento de Milgram mostra obediência de voluntários a ordens de choque
Estudos posteriores repetiram o método com choques mais fracos e registraram taxas de obediência de 70% e 90%.
Um experimento conduzido por Stanley Milgram na Universidade Yale, em 1961, levou 26 dos 40 homens participantes a aplicar o choque elétrico máximo em outra pessoa. Os choques eram simulados, mas os voluntários não sabiam disso. O estudo fora anunciado como pesquisa sobre memória, mas tratava de obediência.
Pesquisas posteriores repetiram o método com choques de intensidade mais baixa. Em 2009, o psicólogo Jerry Burger, da Universidade de Santa Clara, na Califórnia, registrou que 70% dos participantes seguiram até o fim. Em 2015, o psicólogo Tomasz Grzyb, da Universidade SWPS, na Polônia, observou que 90% obedeceram até o final em uma réplica parcial. Nos dois estudos, não houve diferença significativa entre homens e mulheres.
Grzyb afirma que as pessoas costumam se considerar independentes e capazes de recusar ordens contrárias a seus valores. Segundo ele, sob pressão suficiente e em um contexto social adequado, indivíduos podem agir contra a própria vontade. Após a réplica, uma participante chorou e disse que sempre faz o que lhe mandam.
O experimento original de Milgram é citado por pesquisadores como referência sobre a conduta de pessoas comuns que cumprem ordens em situações de laboratório.
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