Estudo estima que BPC evitou 571 mil mortes e 13 milhões de internações
Pesquisa ainda não passou por revisão de pares; cada R$ 1 investido no programa geraria economia de R$ 3,81.
Um estudo do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal) estima que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) evitou 571 mil mortes e 13 milhões de internações pelo SUS em 30 anos. O trabalho está em versão preliminar e ainda não foi revisado por pares.
Segundo a pesquisa, cada ponto percentual a mais na cobertura do programa reduziu as internações em 2,9%, as mortes em 0,6% e os anos de vida perdidos por doença ou incapacidade em 3,9%.
Os autores também calculam retorno financeiro. Cada R$ 1 investido no BPC corresponde a R$ 3,81 em benefícios, medidos entre 1996 e 2023. A Agência Brasil descreve o valor como gasto que o governo deixou de fazer; a Folha o descreve como ganho para a sociedade.
O estudo também aponta queda de 5% na mortalidade de crianças a cada ponto percentual de aumento na cobertura. Segundo os pesquisadores, avós que recebem o benefício costumam cuidar dos netos enquanto os pais trabalham.
O BPC paga um salário mínimo por mês a idosos com mais de 65 anos e a pessoas com deficiência em situação de pobreza. Não é preciso ter contribuído ao INSS, e a renda familiar por pessoa deve ser de até um quarto do salário mínimo.
Quem assina em primeiro lugar é Daniella Medeiros Cavalcanti, docente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e também pesquisadora vinculada à Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ao todo, o trabalho reúne 13 cientistas.
Comentários
- Carregando comentários…