Calor do verão europeu de 2026 matou cerca de 50 mil pessoas, aponta estudo
Pesquisadores britânicos atribuem 65% dessas mortes às mudanças climáticas; verão foi o mais letal desde 2000.
Cerca de 50 mil pessoas morreram em cidades europeias por causa do calor do verão de 2026, segundo estimativas de pesquisadores do Imperial Grantham Institute e da London School of Hygiene and Tropical Medicine. Segundo a DW, trata-se de um recorde. Os cientistas atribuem 65% dessas mortes às mudanças climáticas.
O modelo usou dados de 854 áreas urbanas da União Europeia, do Reino Unido, da Noruega e da Suíça, onde vive cerca de 40% da população dos 30 países analisados. Pelo levantamento, o verão foi o mais letal da Europa desde 2000, início da série histórica. Em 2022 e 2023, os anos mais quentes anteriores, as mortes somaram cerca de 29 mil e 28 mil, respectivamente.
O sul e o oeste do continente foram os mais atingidos, mas milhares de óbitos também ocorreram em países do norte. No Reino Unido, os pesquisadores calcularam cerca de 4,5 mil mortes. Na Alemanha, o Instituto Robert Koch, de Berlim, estimou cerca de 16 mil óbitos neste verão.
Junho teve impacto particularmente forte. Quase um terço das mortes ocorreu entre 17 de junho e 1º de julho, período em que as temperaturas ficaram, em média, cinco graus acima das registradas entre 1991 e 2020. Em julho, o Serviço Copernicus para Mudanças Climáticas (C3S) da UE informou que junho foi o mês mais quente já registrado na Europa Ocidental.
Cerca de 6 mil vítimas tinham menos de 65 anos. O epidemiologista Pierre Masselot, da London School of Hygiene & Tropical Medicine, afirmou que as cidades estão mal preparadas e defendeu mais áreas verdes, menos poluição e garantia de atendimento médico.
Um estudo da iniciativa World Weather Attribution (WWA) concluiu que as temperaturas máximas e mínimas registradas em dias quentes de junho seriam praticamente impossíveis há 50 anos.
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