Galeria Metrópole fecha portas e impede ato pró-Lula no centro de SP
Lojistas dizem que não foram avisados; administração do prédio não respondeu até a publicação
A Galeria Metrópole, no centro de São Paulo, fechou as portas por volta das 18h desta quinta-feira (15) e impediu a entrada e a saída de clientes. O fechamento também barrou um ato pró-Lula marcado para a praça em frente ao prédio.
Segundo organizadores, o grupo tentou realizar a atividade dentro do edifício, mas a administração não autorizou o uso das áreas comuns. A manifestação foi transferida para a Praça Dom José Gaspar. Lojistas afirmam que não foram avisados previamente sobre o fechamento.
O fechamento afetou eventos e o funcionamento de lojas e restaurantes que seguiam abertos, segundo comerciantes. O lançamento do livro «Meu Pai é Viajante», da fotógrafa Mônica Zarattini, foi prejudicado, e parte dos convidados não conseguiu chegar. Funcionários e clientes também relataram dificuldades para entrar. Uma secretária de uma empresa instalada no prédio conseguiu acesso após cerca de 15 minutos.
Lojistas, clientes e manifestantes publicaram nas redes sociais acusações de censura e boicote. Um grupo de comerciantes afirma que não havia risco de violência ou depredação e que a decisão da administração foi equivocada.
O Metrópoles procurou a administração da galeria e a Secretaria da Segurança Pública, mas não havia retorno até a publicação. A Folha também tentou contato com a administração por e-mail e telefone, sem resposta. A deputada eleita Luna Zarattini (PT), que estava no local, afirmou que a galeria havia negado previamente a realização do ato nas dependências do centro comercial.
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