TCM aponta indícios de fraude em contratos da prefeitura de SP com a MM Quarter
Ex-secretário-adjunto Rodolfo Marinho diz que esclarecimentos ao tribunal vão afastar dúvidas sobre sua atuação.
Auditoria do Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo apontou indícios de fraude, favorecimento em licitações e sobrepreço em contratos da prefeitura com a agência MM Quarter. A empresa recebeu R$ 101,4 milhões entre 2022 e março de 2026.
Segundo o TCM, R$ 77,8 milhões foram pagos pela São Paulo Turismo (SPTuris) e R$ 23,5 milhões pela Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR). Os valores constam nas bases do Sistema de Orçamento e Finanças do município.
A auditoria também identificou conflito de interesses envolvendo a empresa e Rodolfo Marinho, ex-secretário-adjunto de Turismo. Reportagens do Metrópoles o apontaram como ligado à proprietária da agência. O g1 registrou que ele seria sócio oculto da MM Quarter.
Pelo relatório, empresas concorrentes foram desclassificadas em pregões por falhas em atestados de capacidade técnica. Já a MM Quarter foi habilitada mesmo com documentação considerada incompleta.
Marinho foi exonerado em fevereiro, depois que a Controladoria Geral do Município (CGM) encontrou uma procuração que lhe dava poderes sobre a empresa. O então presidente da SPTuris, Gustavo Pires, também foi demitido.
A prefeitura afirma que respondeu integralmente aos questionamentos do TCM. A gestão disse que SPTuris e SMTUR não têm mais contratos com a agência. A CGM segue apurando possíveis irregularidades de agentes públicos.
A MM Quarter afirma que suas contratações seguiram as exigências legais e que ainda prepara manifestação ao tribunal. Marinho disse que prestará informações assim que for notificado formalmente.
O caso está com o conselheiro Roberto Braguim. As partes têm prazo para apresentar defesa, e o plenário do TCM pode encaminhar o processo ao Ministério Público estadual, à CGM e à Procuradoria Geral do Município.
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