Tarcísio diz que túnel do Anhangabaú deveria ter sido fechado antes de alagar
Prefeitura afirma que as seis bombas funcionaram, mas não deram conta de 42 milímetros em 40 minutos
Uma chuva forte alagou o túnel do Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, na tarde de quarta-feira (14), e deixou 26 carros e dois ônibus submersos. Motoristas ficaram ilhados dentro dos veículos.
Na quinta-feira (15), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que o túnel deveria ter sido fechado antes da enchente. “Tinha que ter sido”, disse, durante a cerimônia de lançamento da Operação El Niño, no Palácio dos Bandeirantes. Segundo ele, a capacidade de um sistema de bombeamento é inferior à quantidade de água que chega em determinado momento.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que o protocolo de reação ao alagamento funcionou bem e atribuiu a enchente ao volume de chuva em pouco tempo. A Prefeitura informou que as seis bombas do local funcionaram sem falhas, mas não escoaram a água na velocidade necessária.
Segundo a prefeitura, choveram 42 milímetros na região em cerca de 40 minutos. O volume equivale a 37% dos 112 milímetros previstos para todo o mês de outubro na capital. Nunes afirmou que o nível da água subiu mais de um metro em três minutos, entre 16h07 e 16h10.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou horários diferentes para o início da interdição do túnel: 15h38 e 15h48. A companhia afirmou que bloqueou a via mesmo sem chuva no local naquele momento. Às 16h, as quatro faixas estavam fechadas.
Após a queda do nível da água, pessoas que estavam presas no túnel foram resgatadas. O Corpo de Bombeiros se deslocou ao local para atender a ocorrência.
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