PF prende deputado eleito Márcio Canella e delegado Marcus Amim
Investigação apura rede de postos de combustíveis suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em seis anos, segundo o Coaf.
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15) o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e o delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do Rio. As prisões fazem parte da oitava fase da Operação Unha e Carne.
Ao todo, a operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. Além de Canella e Amim, foram presos o policial civil Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, José Carlos Alves de Souza Júnior, Giovanni Gaspar Fernandes e Christiano Gaspar Fernandes.
Segundo a PF, a organização usava uma rede de postos de combustíveis na Grande Rio para lavar dinheiro. A corporação afirma que o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, com base em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As prisões foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A PF aponta Pablo Jukia como o verdadeiro controlador da rede, que reúne empresas ativas e inativas. Segundo a corporação, ele integrou equipes comandadas por Amim em diferentes delegacias. As matérias consultadas não trazem manifestação da defesa dele.
Amim presidiu o Detran-RJ e, depois, comandou a Polícia Civil até setembro de 2024, quando deixou o cargo. Ele havia ingressado na corporação em 2002. Em julho deste ano, foi alvo de mandados de busca na sexta fase da mesma operação. Naquele momento, a defesa afirmou que ele sempre atuou dentro da legalidade, segundo a Folha. A CNN Brasil informa que a equipe tentou contato com a defesa dele, sem resposta registrada até a publicação.
Canella foi eleito deputado estadual nas eleições de 2026. As matérias não detalham a conduta atribuída a ele na investigação. A defesa do parlamentar afirmou que ainda não teve acesso à decisão judicial, de acordo com a Folha.
Christiano Gaspar Fernandes atua como secretário municipal em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, segundo a CNN Brasil. A prefeitura não se manifestou até a publicação da Folha.
Em nota, a Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) afirmou que participa da operação em apoio à PF. Segundo o órgão, a Polícia Civil “não compactua com qualquer desvio de conduta” e adota medidas administrativas e disciplinares diante de indícios de irregularidades.
As matérias consultadas não informam quando os presos serão ouvidos nem trazem manifestação das defesas de Pablo Jukia, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Christiano Gaspar Fernandes.
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