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Dado BrutoDado Bruto
Brasil15h54

Delegada casada com réu por morte de gari volta ao trabalho em Minas

Ajustamento funcional de 90 dias foi publicado no Diário Oficial; ela estava afastada desde agosto de 2025.

Por Redação Dado Bruto · 15 out. 2026, 15h54 Fontes

A delegada Ana Paula Lamego Balbino voltou ao trabalho na Polícia Civil de Minas Gerais após 420 dias de afastamento. A publicação no Diário Oficial do Estado, nesta quinta-feira (15), concede a ela ajustamento funcional por 90 dias. Ana Paula é esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes.

Segundo a Polícia Civil, a avaliação foi feita pela Diretoria de Perícias. O ajustamento permite que a servidora continue exercendo funções, com adaptações às suas condições de saúde, sem mudança de cargo. O documento não informa quais atividades ela poderá exercer nem quais restrições foram estabelecidas. As fontes divergem sobre a data de início: uma delas indica 7 de outubro, e a outra, 8 de outubro, quando ela teria retornado.

Ana Paula se afastou por motivos de saúde e licenças médicas. As fontes divergem sobre a data do afastamento. Uma delas aponta 13 de agosto de 2025, dois dias após o assassinato. Outra indica 27 de agosto de 2025.

Em 11 de agosto de 2025, Laudemir de Souza Fernandes perdeu a vida após ser atingido por disparos de arma de fogo, no momento em que executava o serviço de recolhimento de lixo em Belo Horizonte. De acordo com a apuração policial, o autor dos tiros se incomodou com o fato de o caminhão da coleta estar obstruindo a saída de seu veículo, identificado como Renê. A pistola empregada no homicídio, conforme a polícia, era de propriedade da delegada. Horas após o ocorrido, Renê foi detido e, em seguida, passou à condição de réu.

A delegada foi indiciada, mas as fontes descrevem o motivo de formas diferentes. Uma delas informa indiciamento por porte ilegal de arma de fogo. A outra cita prevaricação e permissão para o uso da arma no crime. Não há consenso sobre quais crimes foram imputados a ela.

A Polícia Civil instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar a conduta da delegada no caso, em abril de 2026. Segundo uma das fontes, o procedimento segue em tramitação na Corregedoria-Geral da corporação. A Polícia Civil confirmou a existência do PAD.

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou Renê. Ele responde por homicídio, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e fraude processual, segundo uma das fontes. A Justiça determinou que ele seja levado a júri popular.

A reportagem não localizou manifestação da defesa de Renê ou da delegada até a publicação desta matéria.

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