Justiça nega prisão de motorista acusado de atropelar tio de Boulos em SP
Amilton Jusselino Rodrigues terá a CNH suspensa e deverá comparecer mensalmente à Justiça.
A Justiça de São Paulo negou nesta terça-feira (20) o pedido de prisão preventiva do motorista Amilton Jusselino Rodrigues, acusado de atropelar e matar Carlos Boulos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
O juiz Daniel de Medeiros Silva Corró recebeu a denúncia do Ministério Público e determinou medidas cautelares. Entre elas estão a suspensão da CNH e o comparecimento mensal à Justiça. Amilton também não pode mudar de endereço nem se ausentar do domicílio sem autorização judicial.
Antes, a autoridade policial e o Ministério Público tinham pedido a prisão preventiva. O argumento foi a fuga do local e a necessidade de garantir a ordem pública. Para o juiz, os requisitos legais não estavam plenamente cumpridos naquele momento.
O atropelamento ocorreu na noite de 3 de outubro, na Avenida 23 de Maio, após uma discussão de trânsito. Segundo a polícia, Carlos Boulos desceu da própria caminhonete para falar com o motorista de um carro que estava atrás. Ele caiu, bateu a cabeça e morreu dias depois.
A ocorrência foi registrada inicialmente como tentativa de homicídio. Um vídeo feito por uma pessoa que presenciou a discussão ajudou a identificar a placa do veículo. Segundo a defesa, Amilton compareceu à polícia, prestou esclarecimentos e não foi preso em flagrante.
A defesa afirma que ele tentou deixar o local por medo de ameaças e para proteger a família. O advogado Natan Tolintino declarou: "O caso ainda está sendo apurado e é precipitado afirmar, neste momento, que houve intenção de matar".
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