Júri absolve avó acusada de envenenar neta de 9 anos em Minas Gerais
Ministério Público havia denunciado a mulher de 59 anos por homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra outra neta.
O Tribunal do Júri de São Francisco, no Norte de Minas Gerais, absolveu na segunda-feira (19/10) Izabel Cardoso de Andrade, 59 anos. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a acusava de envenenar as netas com um bolo, em julho de 2025.
A denúncia atribuía à avó a morte de Alana dos Santos Cardoso Marques, de 9 anos, e a tentativa de homicídio contra a irmã, que passou mal após comer o alimento e sobreviveu. Segundo o MPMG, a avó teria servido o bolo às netas enquanto elas estavam em sua casa.
A defesa negou a autoria e afirmou que não havia provas suficientes para condenação, com base no princípio do benefício da dúvida. Segundo o advogado de Izabel, Ricardo Pereira Alves, a investigação não encontrou embalagem do veneno na residência, não localizou registro de compra da substância pela ré e não identificou motivação. Testemunhas ouvidas no processo relataram boa relação entre a avó e as netas.
A defesa também levantou a hipótese de que o veneno tenha chegado ao alimento por meio do gato de estimação da família, que morreu envenenado pela mesma substância.
O alvará de soltura foi expedido no plenário do júri e cumprido na manhã de terça-feira (20/10). Izabel deixou a prisão por volta das 9h. Ela estava presa desde setembro, mês em que as fontes divergem sobre o ano.
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