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DPU cobra transporte gratuito no segundo turno e apura falhas no primeiro

Recomendação à Prefeitura de Feira de Santana pede frota e horários de dias úteis; prefeitura tem até segunda-feira (19) para responder.

Por Redação Dado Bruto · 16 out. 2026, 20h52 Fontes
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Urna eletrônica brasileira, modelo 2020
Imagem ilustrativa: Urna eletrônica brasileira, modelo 2020. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral · Public domain · créditos

A Defensoria Pública da União (DPU) apura possíveis falhas no transporte público gratuito e dificuldades de acesso a locais de votação após índices altos de abstenção no primeiro turno de 2026. O órgão enviou mais de 3,7 mil ofícios a 14 estados e ao Distrito Federal.

Em Feira de Santana (BA), a DPU recomendou que a prefeitura mantenha o transporte gratuito no segundo turno, previsto para 25 de outubro, com frota e horários semelhantes aos dos dias úteis. Passageiros relataram esperas de até duas horas. A recomendação foi assinada pelo defensor público federal Erik Boson.

O documento pede gratuidade das 5h às 20h30, no mínimo, reforço de ônibus nos distritos, ampliação das rotas rurais e divulgação antecipada dos horários. Também solicita acessibilidade para pessoas com deficiência e um canal para eleitores informarem ausência ou atraso de veículos.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral analisados pela DPU mostram que a abstenção no primeiro turno em Feira de Santana subiu de 15,11%, em 2022, para 17,21%, em 2026. Na zona rural, o índice foi de 15,39% para 18,04%. O órgão afirma que os dados não permitem concluir que a falta de transporte causou todas as ausências.

No Rio de Janeiro, a DPU questiona mudanças em 277 locais de votação em relação a 2024, que atingiram cerca de 670 mil eleitores. Nas nove zonas eleitorais afetadas, a abstenção média foi de 25,83% no primeiro turno, contra 21,08% no país. O órgão pediu esclarecimentos ao TRE-RJ.

A Prefeitura de Feira de Santana informou que oferecerá gratuidade com frequência equivalente à dos dias úteis, reavaliará linhas distritais e fará fiscalização presencial das empresas. A gestão manterá o canal 156. A prefeitura tem até segunda-feira (19) para responder à recomendação. Depois do segundo turno, deverá entregar à DPU um relatório até 6 de novembro. Se as orientações não forem atendidas, a DPU poderá adotar medidas extrajudiciais e judiciais.

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