Trump suspende sanções à Rússia por decreto e avalia efeitos por 60 dias
Medida cancela punições previstas na Lei Graham; Zelensky diz que a decisão favorece Moscou.
Trump assinou na sexta-feira (16) um decreto que suspende sanções e tarifas contra a Rússia previstas na Lei Graham. Rubio afirmou que o presidente levará até 60 dias para avaliar as medidas.
Zelensky e aliados europeus criticaram a suspensão. Para eles, a decisão aproxima Trump do presidente russo, Vladimir Putin. Zelensky afirmou que a medida encorajaria Putin e prolongaria a guerra na Ucrânia. Trump disse, em Mar-a-Lago, na Flórida, que ainda não tomou uma decisão final e que vai anunciá-la.
A Lei Graham foi sancionada por Trump no mês passado, a pedido de parlamentares que querem pressionar Moscou pela guerra na Ucrânia. O nome homenageia o senador Lindsey Graham, morto em julho.
As medidas suspensas incluíam tarifas sobre produtos russos e penalidades a países que compram petróleo e gás da Rússia. Rubio citou a Índia como exemplo: o país diversificou seus fornecedores de energia, mas continua muito dependente do petróleo russo. O decreto não informa por quanto tempo a suspensão vale.
As fontes divergem sobre a data em que as medidas entrariam em vigor. Segundo o InfoMoney, que republicou texto da Reuters, e a CNN Brasil, elas começariam na semana seguinte. Já o Poder360 informa que estavam previstas para este domingo (18).
Washington e Moscou também anunciaram um acordo para a importação de diesel russo pelos Estados Unidos, com o objetivo de reduzir os preços dos combustíveis. Rubio defendeu o acordo. Segundo ele, o diesel “vai ser vendido de uma forma ou de outra”, e a diferença está apenas no volume que os EUA receberão.
O volume previsto também varia conforme a fonte. De acordo com a Reuters e a CNN Brasil, a Rússia enviaria inicialmente mais de 300 mil toneladas, com novas remessas em novembro e nos meses seguintes. O Poder360 relata que Trump falou em 300 mil toneladas em outubro e 500 mil toneladas em novembro.
A decisão ocorre algumas semanas antes das eleições de meio de mandato, em novembro. Trump enfrenta pressão por causa dos preços de energia, que subiram desde o início da guerra no Irã, no fim de fevereiro.
Ao defender a medida, Rubio associou os dois episódios ao abastecimento global de energia. Segundo ele, “esses conflitos ao redor do mundo estão começando a se sobrepor”.
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