Nunes Marques nega censura a canal de Janones e diz que mudar regras pode ser necessário
Presidente do TSE afirma que não pretende liderar proposta de restringir canais de campanha nas 48 horas antes da votação
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, negou ter tentado censurar o canal Exército do Lula, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) no WhatsApp para mobilizar eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em entrevista publicada nesta sexta-feira (23).
Na entrevista ao jornal O Globo, o ministro disse que alterar normas às vésperas da votação pode ser preciso caso surja tecnologia não prevista na resolução atual. Para ele, a regulamentação existente pode não bastar. Ao mesmo tempo, afirmou: “Em condições normais, concordo que o ideal é não mudar as regras.”
O debate gira em torno de uma minuta que restringiria canais de WhatsApp de campanhas nas 48 horas antes da votação do segundo turno, marcada para domingo (25). Segundo o Poder360, Nunes Marques decidiu não levar a minuta adiante.
Uma eventual proibição atingiria o Exército do Lula, administrado por Janones. Os números de usuários divergem: a Gazeta do Povo fala em quase 9 milhões de participantes, e o Poder360, em mais de 8,5 milhões de usuários.
Segundo a Gazeta do Povo, Nunes Marques reconheceu que derrubar um canal específico poderia ser considerado censura. Ele afirmou, porém, que, se o espaço for usado para desinformação, a medida seria aplicação da legislação brasileira.
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