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Política51 min

Nunes Marques nega censura a canal de Janones e diz que mudar regras pode ser necessário

Presidente do TSE afirma que não pretende liderar proposta de restringir canais de campanha nas 48 horas antes da votação

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Ilustração: Congresso Nacional, em formas geométricas
Ilustração: dadobruto.com · sobre as imagens

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, negou ter tentado censurar o canal Exército do Lula, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) no WhatsApp para mobilizar eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em entrevista publicada nesta sexta-feira (23).

Na entrevista ao jornal O Globo, o ministro disse que alterar normas às vésperas da votação pode ser preciso caso surja tecnologia não prevista na resolução atual. Para ele, a regulamentação existente pode não bastar. Ao mesmo tempo, afirmou: “Em condições normais, concordo que o ideal é não mudar as regras.”

O debate gira em torno de uma minuta que restringiria canais de WhatsApp de campanhas nas 48 horas antes da votação do segundo turno, marcada para domingo (25). Segundo o Poder360, Nunes Marques decidiu não levar a minuta adiante.

Uma eventual proibição atingiria o Exército do Lula, administrado por Janones. Os números de usuários divergem: a Gazeta do Povo fala em quase 9 milhões de participantes, e o Poder360, em mais de 8,5 milhões de usuários.

Segundo a Gazeta do Povo, Nunes Marques reconheceu que derrubar um canal específico poderia ser considerado censura. Ele afirmou, porém, que, se o espaço for usado para desinformação, a medida seria aplicação da legislação brasileira.

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