Governo de SP assina contrato de PPP para novo centro administrativo
Investimento estimado é de R$ 6 bilhões, com parte bancada pelo governo e parte pela concessionária
O governo de São Paulo assinou nesta quinta-feira (22) o contrato de Parceria Público-Privada para implantar o novo Centro Administrativo no bairro Campos Elíseos, na região central da capital. A publicação no Diário Oficial do Estado ocorreu nesta sexta-feira (23).
A duração do contrato aparece de forma diferente nas fontes. A Folha informa 30 anos. O Metrópoles cita uma estimativa de 25 anos para a contraprestação máxima do consórcio vencedor.
O investimento estimado é de cerca de R$ 6 bilhões. O governo deve aportar R$ 3,4 bilhões na etapa de obras, e a Folha informa que esse valor será liberado de forma progressiva, conforme o cumprimento de obrigações.
O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório Ópera Quatro Arquitetura, selecionado em concurso do Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento de São Paulo. O complexo deve reunir o gabinete do governador e secretarias que hoje funcionam em diferentes endereços da capital. Segundo as fontes, cerca de 22 mil servidores devem ocupar o espaço.
A concessionária ficará responsável pela operação e pela manutenção predial, incluindo limpeza, segurança e conservação, durante toda a concessão.
O projeto não é consenso. Moradores do entorno criticam as desapropriações previstas. A remoção de moradores e o deslocamento do Terminal Princesa Isabel estão entre os pontos questionados.
Os próximos passos são a elaboração dos planos da concessão, dos projetos básico e executivo e a obtenção das licenças necessárias. O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) apresentou o projeto e defende a obra como forma de revitalizar o centro.
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