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Fazenda aponta Willer Tomaz como maior apostador de bets do país em 2025

Amigo de Flávio Bolsonaro, advogado movimentou R$ 5 bilhões, segundo nota técnica; defesa diz que as cifras não correspondem à realidade.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Urna eletrônica brasileira, modelo 2020
Imagem ilustrativa: Urna eletrônica brasileira, modelo 2020. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral · Public domain · créditos

Nota técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, aponta o advogado Willer Tomaz como o maior apostador em bets do Brasil em 2025. O documento, datado de outubro deste ano, cita movimentação de R$ 5 bilhões. O UOL revelou o conteúdo, e a Folha também teve acesso ao texto.

Segundo a nota, a Blaze não cumpriu obrigações de fiscalização e controle que a autorizavam a funcionar no país. O Ministério da Fazenda abriu processo administrativo contra a empresa, que pode ser multada em até R$ 2 bilhões. O processo partiu de ação em que Tomaz pede o ressarcimento do dinheiro perdido em rodadas de blackjack e roleta online.

A Polícia Federal investiga essas movimentações e suspeita que possam servir para ocultar a origem de recursos ilícitos. Tomaz afirma que o tema é objeto de ação judicial em curso e que os recursos têm origem lícita, compatível com seus rendimentos e declarados à Receita Federal. Ele diz que as cifras da Fazenda «não correspondem à realidade». Também questionou o vazamento de documento sigiloso em período eleitoral.

Tomaz é amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. Segundo a Folha e o Metrópoles, uma empresa ligada ao advogado pagou voos entre Portugal e França para Flávio em 2025. O senador diz que a relação é de amizade e classifica como «mera ilação» a associação com suposta irregularidade. Ele também afirma que «não se pode criminalizar uma amizade».

A campanha de Flávio afirma que o senador não é investigado no Supremo Tribunal Federal e que os autos ainda não foram convertidos em inquérito, pois a Procuradoria-Geral da República não se manifestou nem houve decisão judicial sobre o tema.

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