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Empresa dona do ChatGPT alerta PF sobre ameaças a Lula em conversas

Usuário teria descrito plano de ataque ao presidente, segundo documentos; OpenAI também notificou o TSE

Por Redação Dado Bruto · 15 out. 2026, 20h24 Fontes
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A OpenAI acionou a Polícia Federal nesta quinta-feira (15/10) após identificar conversas no ChatGPT com possíveis ameaças contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa também informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso.

Segundo documentos obtidos pela Folha de S.Paulo, o alerta envolve ao menos dois usuários. Um deles enviou mensagens ao chatbot desde janeiro. Em setembro, afirmou ter visto Lula em um palco a cerca de 400 metros de onde estava. Perguntou o que aconteceria se matasse o presidente e quantos anos de prisão receberia. Também enviou a foto de uma torre que, de acordo com os relatos, serviria ao planejamento de um ataque. O Metrópoles confirmou as informações.

A OpenAI afirma que comunica autoridades quando as conversas indicam risco real de dano a terceiros. Em nota citada pelo Metrópoles, a empresa disse que o caso envolvia "risco iminente e concreto de que outras pessoas possam sofrer algum dano". Ela afirmou ainda ter notificado o TSE, em linha com seu plano de conformidade eleitoral.

Em outros trechos, o mesmo usuário teria dito que promoveria um massacre caso tivesse dinheiro. Ele também compartilhou símbolos nazistas e enviou a receita de um explosivo. Mencionou ataques a centros médicos. Segundo as reportagens, o homem alternava entre negar a intenção de ferir alguém e fazer referências a atos violentos.

A Polícia Federal não comentou o caso. Em nota, afirmou que eventuais investigações sobre ameaças a autoridades são tratadas de forma sigilosa, para preservar a eficácia das medidas de prevenção e apuração. As reportagens não informam a identidade do usuário. O Ministério da Justiça também não se manifestou.

A Folha informa que a OpenAI encerrou a conta do usuário e enviou os dados à PF no começo de outubro. A empresa pediu que as autoridades avaliem o material de forma independente.

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