Atos de Lula e Flávio mobilizam ruas e redes antes do segundo turno
Especialistas divergem sobre o efeito das manifestações na abstenção, que chegou a 21,08% no primeiro turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu apoiadores na avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (11/10). Houve também atos em Copacabana, no Rio de Janeiro, e em dezenas de outras cidades.
No mesmo dia, o senador Flávio Bolsonaro (PL) participou de um almoço de campanha na capital paulista. Aliados dele marcaram um ato de apoio para o domingo (18/10), também na Paulista.
Especialistas ouvidos pelas reportagens consideram difícil que manifestações se convertam em votos, mas divergem sobre o efeito dos atos na abstenção. A professora Maria do Socorro Braga, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), vê potencial para reduzir a abstenção, que no primeiro turno atingiu 33,4 milhões de eleitores (21,08%), o maior índice desde 1998. Já a diretora do Instituto Brasil do King's College London, Andreza Aruska, afirma que os atos podem influenciar indecisos e eleitores que não pretendem votar.
Levantamento do Social Blade, feito pela BBC News Brasil, mostra o crescimento de seguidores entre o primeiro turno (4/10) e terça-feira (13/10). No Instagram, Lula passou de 15,8 para 17,1 milhões de seguidores, alta de 8,18%. Flávio subiu 9,36%, de 12,7 para 13,9 milhões.
A plataforma Zeeng analisou 121 publicações dos perfis oficiais dos dois candidatos no Instagram, no YouTube e no TikTok entre 10 e 12 de outubro. No Instagram, Lula somou 11,1 milhões de interações no sábado, 10 milhões no domingo e 8,9 milhões na segunda-feira (12/10). Flávio teve 3,5 milhões, 2,2 milhões e 4,1 milhões, nessa ordem. Segundo o CEO da Zeeng, Edu Prange, os dados incluem alcance orgânico e impulsionado. Cada rede usa uma métrica própria, por isso os números não podem ser somados entre plataformas.