Chefe de fronteira dos EUA defende muro em Big Bend apesar de oposição
Rodney Scott afirma que a barreira é "inegociável" e diz que o trecho no parque nacional não terá cerca de aço por causa de processos em andamento
O comissário da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), Rodney Scott, defendeu o projeto de muro e outras obras na região de Big Bend, no Texas, mesmo com a oposição crescente e a ordem judicial que suspendeu a construção. Segundo o Guardian, ele classificou o objetivo de fortalecer a fronteira como "inegociável".
A suspensão foi determinada por um juiz, que citou a possibilidade de que os autores da ação "sofram danos graves e irreparáveis sem uma liminar". O governo pediu à Suprema Corte que derrube a decisão. A ordem inclui qualquer obra no Parque Nacional Big Bend. Em agosto, após máquinas serem vistas revolvendo o solo no parque, Scott determinou a paralisação de todas as atividades de construção ali.
Em entrevista exclusiva à Associated Press, Scott disse que a meta principal é saber quem e o que entra no país. Ele afirmou estar "100% convencido" de que, sem muro na região, ela seria totalmente invadida e destruída. O projeto, de US$ 46 bilhões, reúne proprietários de terras, empresários locais e ambientalistas que o veem como desperdício de dinheiro público.
Segundo a agência, a obra prevê cerca de 3.200 quilômetros de fronteira com o México, com cercas de aço de 9 metros, barreiras para veículos, estradas e vigilância eletrônica. O governo afirma construir cerca de 19 quilômetros por semana, e a barreira primária deve ficar pronta até dezembro de 2027. Scott disse que a obra está adiantada e que o parque não receberá as cercas de aço enquanto houver processos em andamento.
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