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Esportes45 min

Fifa pune federação espanhola por cânticos islamofóbicos em jogo contra o Egito

Entidade rejeitou o argumento de que a palavra "muçulmano" não seria ofensiva; polícia da Espanha investiga o caso

Por Redação Dado Bruto · 16 out. 2026, 11h33 Fontes
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A Fifa multou a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e determinou o fechamento de pelo menos 15% dos assentos do próximo amistoso da seleção espanhola, após cânticos islamofóbicos entoados por torcedores em jogo contra o Egito, em março.

O caso aconteceu no RCDE Stadium, em Barcelona, casa do Espanyol, clube da LaLiga. A partida de preparação para a Copa do Mundo terminou empatada em 0 a 0. Parte da torcida cantou a frase "Quem não pula é muçulmano" em duas ocasiões.

Depois da segunda vez, o locutor do estádio fez um alerta. O placar eletrônico exibiu uma mensagem contra comportamentos discriminatórios.

O atacante Lamine Yamal, da seleção espanhola, é muçulmano. Ele condenou os cânticos na ocasião. Classificou as manifestações como desrespeitosas e intoleráveis e chamou os responsáveis de "ignorantes e racistas".

No dia seguinte à partida, a polícia espanhola abriu uma investigação. Depois, a Fifa instaurou processo disciplinar contra a RFEF.

Durante o processo, a federação argumentou que a palavra "muçulmano" não era ofensiva nem pejorativa. Defendeu que a conduta da torcida deveria ser enquadrada no artigo 17 do código disciplinar da Fifa, que trata de mensagens políticas, ideológicas, religiosas ou ofensivas. Pediu que não fosse aplicado o artigo 15, sobre discriminação e ofensas racistas.

O comitê disciplinar da Fifa rejeitou o argumento. Segundo a entidade, o artigo 15 não exige o uso explícito de um termo ofensivo. Uma palavra pode ser discriminatória conforme o contexto, quando usada como insulto, provocação ou forma de indicar inferioridade.

Além do fechamento parcial do estádio, a federação foi multada em US$ 20 mil. As fontes divergem na conversão para o real: uma indica R$ 101 mil e outra, cerca de R$ 102 mil. A Reuters procurou a RFEF para comentar o caso. A reportagem não encontrou manifestação publicada da federação até o momento.

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