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Seis confederações criticam votação do fim da escala 6x1 no período eleitoral

Manifesto pede análise dos efeitos sobre custos, investimentos e empregos formais antes de mudança na jornada.

Por Redação Dado Bruto · 15 out. 2026, 10h33 Fontes

Seis entidades do setor produtivo, entre elas a Confederação Nacional da Indústria (CNI), criticam a votação da proposta que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e acaba com a escala 6x1. Em manifesto divulgado em 6 de outubro, as confederações classificam a votação durante o período eleitoral como "inoportuna".

No documento, as entidades afirmam que a discussão sobre a jornada é legítima. Elas defendem, porém, uma análise aprofundada dos efeitos sobre custos de produção, investimentos e geração de empregos formais. Pedem também regras de transição mais flexíveis e a possibilidade de adaptar as jornadas por meio de negociação coletiva.

A proposta é a PEC 221/2019, que prevê dois dias de descanso remunerado por semana. Uma das fontes relata que o Senado aprovou a medida. Outra, publicada um dia antes, dava a votação como prevista para quarta-feira.

As entidades dizem que o impacto sobre os preços dependerá das regras aprovadas, da resposta das empresas e de eventuais ganhos de produtividade.

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