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Raízen propõe aumento de capital de R$ 3,5 bi a R$ 39,8 bi

Ações ordinárias e preferenciais classe B serão emitidas a R$ 0,25; operação depende de assembleias em 30 de outubro.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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A Raízen propôs nesta segunda-feira (26) um aumento de capital com valor mínimo de R$ 3,5 bilhões e máximo de R$ 39,8 bilhões. O preço de emissão das ações ordinárias e das preferenciais classe B é de R$ 0,25 por unidade.

A operação faz parte do plano de recuperação extrajudicial da companhia e de algumas controladas, datado de 5 de junho de 2026 e homologado judicialmente. Segundo comunicado da empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a proposta ainda precisa ser aprovada em assembleia geral extraordinária e em assembleia especial, marcadas para 30 de outubro. O Conselho de Administração deve deliberar sobre o tema em 6 de novembro.

A emissão terá três tipos de valores mobiliários feitos ao mesmo tempo: ações ordinárias, ações preferenciais classe B e units. As units, compostas por uma ação ordinária e uma preferencial classe A, custarão R$ 0,50 cada. As preferenciais classe A serão vendidas apenas dentro das units.

Os acionistas poderão exercer o direito de preferência para subscrever os três tipos, isolados ou combinados, respeitados limites individuais. A companhia recomenda considerar a compra de units, que, segundo a empresa, devem ser o valor mais líquido após a conclusão da operação. As preferenciais classe B não serão negociadas em bolsa ou em balcão organizado.

Têm direito de preferência os investidores que detiverem ações ao final do pregão da B3 de 6 de novembro. A partir de 9 de novembro, as ações negociadas já não dão direito a participar do aumento. O prazo para exercer a preferência vai de 9 de novembro a 8 de dezembro, 30 dias corridos. Os fatores de subscrição foram fixados em 153,5897% para ordinárias e preferenciais classe B e em 649,3029% para units, considerando o valor máximo da operação. Esses percentuais levam em conta que a Cosan não exercerá, por sua vez, o direito de preferência sobre as preferenciais classe B.

A companhia admite homologação parcial, desde que haja subscrição mínima de 14 bilhões de ações. Pelo cronograma indicativo, a homologação do aumento está prevista para 16 de dezembro, e o crédito dos novos papéis aos investidores, para 18 de dezembro. A Raízen afirma que as datas podem mudar e que alterações serão comunicadas ao mercado.

Também a partir de 3 de novembro, as ações preferenciais hoje negociadas como RAIZ4 passarão a usar o código RAIZ55, como preferenciais classe A. A mudança, segundo a companhia, não altera a quantidade de ações nem o valor das posições dos investidores, mas muda a forma de cotação, com fator e lote padrão de 100 ações. Os recursos obtidos com o exercício da preferência ficarão integralmente com a companhia, conforme o plano de recuperação extrajudicial.

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