Mercado reduz para 1,83% a projeção de crescimento do PIB em 2026
Estimativa para a inflação segue em 5,22% e a Selic em 13,25%, segundo o Boletim Focus desta segunda-feira.
O mercado financeiro reduziu de 1,85% para 1,83% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026. O dado consta do Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (19). O levantamento reúne expectativas de instituições financeiras compiladas até sexta-feira (16).
A mediana para a inflação de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), permaneceu em 5,22%. A meta perseguida pelo Banco Central é de 4,50%, o que deixa a expectativa 0,72 ponto percentual acima do alvo. Para o fim de 2026, a estimativa para o dólar caiu de R$ 5,15 para R$ 5,13. A taxa Selic segue em 13,25% ao ano.
Para 2027, a projeção do IPCA subiu de 4,30% para 4,32%. Para 2028, caiu de 3,79% para 3,75%. Em 2029, permaneceu em 3,50%.
No PIB, a expectativa para 2027 recuou de 1,40% para 1,32%. Para 2028, a estimativa passou de 1,83% para 1,81%. Para 2029, seguiu em 2%.
No câmbio, a projeção para 2027 caiu de R$ 5,26 para R$ 5,22. Para 2028, recuou de R$ 5,30 para R$ 5,29. Em 2029, permaneceu em R$ 5,30.
A Selic deve encerrar 2027 em 12% ao ano e 2028 em 10,50%. Para 2029, a estimativa é de 10% ao ano. Em todos esses anos, as projeções ficaram estáveis em relação à semana anterior.
Entre os demais indicadores, a projeção para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de 2026 caiu de 5,27% para 5,26%. As estimativas para o déficit em conta corrente de 2026 e para o investimento direto no país não mudaram, segundo as fontes consultadas.
Nas contas públicas, a dívida líquida do setor público em 2026 foi estimada entre 70% e 70,10% do PIB. As fontes divergem sobre o resultado primário e o resultado nominal do ano, como detalhado abaixo.
O Boletim Focus reúne projeções de instituições financeiras e não representa decisão do Banco Central sobre juros ou metas.
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