Pular para o conteúdo
Dado BrutoDado Bruto O fato, antes da versão.

Avisos de queda de lucro de empresas listadas em Londres atingem maior nível em dois anos

Levantamento da consultoria EY-Parthenon aponta alta de custos ligada à guerra no Oriente Médio, antes do orçamento britânico de 28 de outubro

Por Redação Dado Bruto · Fontes
Compartilhar
Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília
Imagem ilustrativa: Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília. Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · créditos

Empresas britânicas listadas na Bolsa de Londres emitiram 65 alertas de queda de lucro nos três meses encerrados em setembro, o maior número em dois anos. Os dados são da consultoria EY-Parthenon, segundo o The Guardian. A guerra no Oriente Médio elevou os custos de combustível e energia.

A pressão aumenta a menos de duas semanas do pronunciamento orçamentário do chanceler John Healey, marcado para 28 de outubro. Healey prometeu dar fôlego a famílias e empresas, mas afirmou que o governo tem recursos limitados. O conflito elevou o custo do crédito ao maior patamar em décadas.

Segundo reportagem do Sunday Times, citada pelo Guardian, Healey planeja reduzir tributos sobre pequenos negócios, como lojas, cafeterias, pubs e salões de beleza. O limite a partir do qual essas empresas passam a pagar a taxa comercial (business rates) subiria de 12 mil para 18 mil libras. A medida ainda não foi anunciada.

O setor com mais alertas entre julho e setembro foi o de bens de consumo e construção residencial. Construtoras de imóveis já somam 14 alertas em 2026, acima dos 10 registrados em 2008, no auge da crise financeira global. Do total de alertas, 35% citam alta de custos, e 38% mencionam diretamente o conflito no Oriente Médio.

No mercado imobiliário, o portal Rightmove informou que o preço médio pedido para imóveis recém-anunciados subiu 1% em outubro, para 371.015 libras. Em 12 meses, porém, os preços caíram 0,1%. A taxa média de financiamento imobiliário fixo em dois anos chegou a 5,55%, ante 5,29% no mês anterior e 4,25% antes de EUA e Israel atacarem o Irã, em fevereiro. Para um novo empréstimo, a parcela mensal média subiu cerca de 250 libras.

Dados do Congresso Sindical (TUC) mostram que os domicílios britânicos pagaram, em média, quase 14 mil libras a mais em cinco anos com hipotecas, empréstimos, energia e água. A entidade pediu ao chanceler um pacote de apoio ao custo de vida financiado por impostos mais altos sobre patrimônio e setor bancário. Um programa para ajudar compradores de primeira casa, prometido pelo premiê Andy Burnham, deve ser anunciado no orçamento.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade de quem os escreve e não refletem a opinião do Dado Bruto. Use “Denunciar” em qualquer um que viole o bom senso. Ao enviar, você concorda com a política de privacidade: o endereço IP e o horário do envio ficam registrados.

  • Carregando comentários…

Mais em Economia

Ver todas →