iFood Benefícios anuncia compra da Caju e aguarda aval do Cade e do Banco Central
As companhias não divulgaram o valor do negócio e seguirão separadas até a conclusão do processo regulatório.
Na terça-feira (20), o iFood Benefícios comunicou a aquisição da Caju, uma startup voltada a benefícios para empresas, administração de despesas e gestão de recursos humanos. Para que a transação seja concluída, ainda é necessário que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Banco Central façam sua análise.
Até a conclusão desse processo, as duas empresas seguem operando de forma independente. As companhias não divulgaram o valor da transação.
O iFood Benefícios, criado em 2020, informa ter 1,7 milhão de usuários e 65 mil empresas clientes. A Caju, também fundada em 2020, afirma ter 1,3 milhão de usuários e mais de 70 mil empresas.
No Brasil, o setor de benefícios gira aproximadamente R$ 150 bilhões anuais e beneficia mais de 22 milhões de trabalhadores inscritos no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), iniciativa do governo federal que disciplina os vales-alimentação e vales-refeição. Essa aquisição faz parte do pacote de R$ 24 bilhões em investimentos que o iFood divulgou em setembro, com conclusão prevista até março de 2027.
Em comunicado, Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios, disse que a operação está alinhada à estratégia de ampliar a atuação no setor. Ele afirmou que a empresa "repensou a cadeia de valor do benefício", com foco no restaurante e no trabalhador.
De acordo com as companhias, usuários, empregadores e estabelecimentos parceiros não devem perceber alterações de imediato.
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