Seca coloca hidrovias da Amazônia e do Pantanal em situação de alerta
Relatório federal aponta queda nos rios Madeira e Tapajós e seca extrema na bacia do Paraguai
As principais hidrovias da Amazônia e do Pantanal estão em situação de alerta para o transporte de cargas e passageiros, por causa da seca. Segundo relatório do Ministério de Portos e Aeroportos obtido pela Folha, o rio Madeira fechou setembro abaixo do nível de referência para restrição à navegação.
A situação de alerta não equivale a declaração formal de emergência nem a suspensão da navegação. Em Porto Velho (RO), o Madeira marcou 3,07 metros em 30 de setembro, após queda de 1,37 metro no mês. A marca de 4 metros é usada como início de restrição, e a de 2 metros, como parada. Para o início de outubro, a previsão aponta níveis próximos da mediana histórica, com começo da subida das águas.
No Tapajós, no Pará, o relatório aponta profundidade de 3,15 metros em Itapaiúna e de 2,99 metros em Monte Cristo, pontos considerados críticos. Em Itaituba, a régua marcou 2,40 metros em 30 de setembro, após queda de 1,91 metro no mês.
No Pantanal, o rio Paraguai segue em seca extrema, segundo o relatório. Em Ladário (MS), o nível era de 1,18 metro, ante mediana de 2,55 metros. O documento prevê cotas abaixo de 1 metro nesse ponto em outubro e novembro.
Em nota à Folha, o ministério afirmou que mantém contratos de dragagem de manutenção nos rios Madeira, Amazonas, Solimões e Paraguai, com o objetivo de preservar a navegabilidade e a circulação de passageiros, cargas e insumos.
Para o trimestre de outubro a dezembro, o relatório prevê menos chuva em parte da Amazônia e piora na oferta de água nas bacias do Madeira, do Negro e do Tapajós. O documento diz que o risco exige acompanhamento, mas não permite afirmar que todas as hidrovias serão paralisadas.
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