Sargento da PM é julgado em Santos pela morte da esposa em clínica
Filha do casal, de 10 anos, também foi atingida por disparos durante a ação do militar.
O sargento da Polícia Militar Samir Carvalho começou a ser julgado nesta quarta-feira (14), no Fórum de Santos, litoral paulista. Ele responde pela morte da esposa, Amanda Fernandes, ocorrida em maio de 2025 em uma clínica dermatológica da cidade.
O julgamento começou às 9h30, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A sessão prevê a oitiva de 13 testemunhas e o interrogatório do réu. A CNN Brasil informou que procurou a defesa do militar e aguardava retorno; o Metrópoles não relatou manifestação da defesa.
Segundo a acusação, Samir foi à clínica depois de saber que Amanda estava no local com a filha. Ao vê-lo, Amanda se trancou em um consultório com a menina e um médico, que acionou a polícia. Quando dois policiais militares chegaram e pediram que o médico abrisse a porta, o sargento pegou uma arma guardada em outra sala e disparou contra as duas.
A filha do casal, de 10 anos, foi atingida por dois tiros, segundo o Metrópoles. A CNN Brasil informou que ela foi levada à Santa Casa de Santos. Em seguida, Samir atacou Amanda com uma faca. Ela morreu no local, de acordo com as duas fontes.
As fontes divergem sobre o número de golpes de faca. A CNN Brasil fala em diversos golpes; o Metrópoles cita, em uma das passagens, 51 facadas, sem indicar a origem da contagem, e, em outra, dezenas de golpes. Sobre os disparos, o Metrópoles informa pelo menos 10 tiros.
Samir foi preso em flagrante e levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, segundo as reportagens. Ele está preso desde maio de 2025, no Presídio Militar Romão Gomes, de acordo com o Metrópoles. Dois policiais que atenderam a ocorrência estavam sendo investigados em inquérito policial militar.