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Dado BrutoDado Bruto O fato, antes da versão.
Brasil09h38

MPMG denuncia sete por cárcere privado e abusos em clínicas de Montes Claros

Órgão afirma que 15 mulheres foram mantidas presas, entre elas nove adolescentes à época dos fatos

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Sete pessoas ligadas à Clínica Assistencial Fortalecer e ao Instituto Feminino Fortalecer, em Montes Claros, no Norte de Minas, foram denunciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). De acordo com o órgão, as acusações abrangem cárcere privado, tortura e crimes sexuais cometidos contra internas entre 2023 e 2026.

Entre os denunciados está o proprietário das unidades, apontado pelo MPMG como líder do grupo. De acordo com o órgão, ele abusou sexualmente de internas aproveitando-se da autoridade que exercia sobre elas. Adolescentes eram levadas a motéis sob a promessa de liberação antecipada.

Conforme o MPMG, as vítimas permaneciam trancadas, sem documentos e sem acesso a telefone. Ainda segundo o órgão, eram medicadas com psicotrópicos sem receita, amarradas às camas, agredidas e obrigadas a trabalhar à força. Parte delas havia sido internada por determinação judicial, e as despesas foram custeadas por municípios, internações que o MPMG considera irregulares. Entre 2022 e abril de 2026, a clínica recebeu mais de R$ 700 mil de pelo menos 23 cidades mineiras, de acordo com o órgão.

A investigação teve início em 2024. Segundo o MPMG, algumas vítimas alteraram suas declarações após sofrerem ameaças. Em novembro de 2025, o proprietário deixou uma adolescente de 15 anos na beira de uma rodovia, após ameaçá-la de persegui-la "até no inferno" caso revelasse o que ocorria na clínica. O órgão requereu a prisão preventiva de quatro dos denunciados, uma indenização mínima para as vítimas e a abertura de novos inquéritos.

A TV Inter tentou contato com o advogado do responsável pelas unidades. Ele disse que estava em audiência e que responderia depois. Até a última atualização da reportagem, o defensor não havia enviado posicionamento.

Ex-internos e familiares podem procurar a Polícia Civil, o Ministério Público ou o Disque 100.

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