Milton Leite é transferido de cadeia após denúncias de regalias
Cinco servidores foram afastados por suspeita de favorecer o ex-presidente da Câmara paulistana, preso desde setembro na Operação Vectura Corrupta
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União) foi transferido nesta terça-feira (20) da cadeia pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A saída ocorre após denúncias de privilégios concedidos a ele na unidade.
No sábado (17), cinco servidores foram afastados após depor à Corregedoria da Polícia Civil, suspeitos de favorecer presos. A Secretaria da Segurança Pública confirmou o afastamento e a abertura de inquérito. As fontes divergem sobre quem foi afastado: uma cita a delegada seccional de Mogi das Cruzes, Margarette Barreto, o diretor da cadeia e o titular do 1º Distrito Policial; a outra fala em três delegados, sem nomeá-los.
A investigação do Ministério Público apura visitas fora dos dias e horários permitidos. Um carcereiro foi alvo de busca, e investigadores apreenderam com ele R$ 155 mil e US$ 10 mil. Segundo o G1, a delegada afirmou conhecer apenas duas visitas: a do deputado estadual Delegado Olim (PP) e a da esposa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O Metrópoles cita o próprio Valdemar entre os visitantes sem autorização formal.
O G1 informa que Milton Leite foi levado ao Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. O Metrópoles diz que o destino não foi informado.
Milton Leite está preso desde setembro, na Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do PCC no transporte público paulistano. Segundo os investigadores, ele seria o dono de fato da Transwolff. No dia da prisão, ele afirmou ser inocente. Em nota, sua defesa disse que ele não recebe nem recebeu regalias na unidade e que não teve acesso à investigação do Ministério Público.
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