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Brasil10h54

MP-GO cumpre mandados contra ex-líder de centro espírita em Goiânia

Investigado é suspeito de crimes sexuais contra mulheres atendidas pela entidade; ele foi afastado da presidência em julho.

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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O Ministério Público de Goiás (MP-GO) cumpriu nesta terça-feira (27) quatro mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente e líder espiritual da Comunidade Espírita Eurípedes Barsanulfo, em Goiânia. Uma das diligências ocorreu na sede da entidade.

A investigação apura crimes contra a dignidade sexual de mulheres. Segundo o MP-GO, o investigado teria usado sua autoridade espiritual e a fé das vítimas para submetê-las a essas condutas. A apuração começou após uma notícia-crime apresentada por uma integrante da comunidade.

Por decisão judicial, foi liberada a análise dos dados telemáticos do investigado, além de terem sido impostas cautelares alternativas à prisão. Dentre elas, destacam-se a obrigação de se apresentar em juízo todo mês e o veto a circular pela sede da entidade ou por eventos organizados pela comunidade em outros locais.

Para o órgão, há indícios de que ele explorou a vulnerabilidade social de pessoas atendidas pelo programa assistencial. Segundo a investigação, a distribuição de cestas básicas teria sido usada como contrapartida para obter material de conteúdo sexual. Também há indícios de divulgação, sem consentimento, de fotografias e vídeos íntimos de uma das vítimas.

As provas coletadas até o momento sugerem que outras mulheres possam ter passado por situações parecidas dentro da mesma estrutura institucional.

No mês de julho, uma assembleia geral extraordinária retirou o investigado do comando da comunidade. A partir daquele momento, o local encontra-se fechado de forma provisória e passou a ser gerido por outra equipe.

O MP-GO recebeu informações de que ele articula a abertura de um novo centro religioso em Santa Helena de Goiás. Para o órgão, essa possibilidade aumentou o receio de que ele se aproxime de outras mulheres em situação de vulnerabilidade.

A ação foi comandada pela Procuradoria-Geral de Justiça, contando com o suporte da 44ª Promotoria de Justiça de Goiânia, do Centro de Apoio Operacional Criminal, do Gaeco e do Núcleo de Apoio às Vítimas (Navita).

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