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Brasil15h00

Justiça solta PM que matou mulher em suposto surto na zona norte de SP

Policial deve ficar afastado de atividades operacionais e de funções com porte de arma enquanto a investigação prossegue

Por Redação Dado Bruto · 16 out. 2026, 15h00 Fontes
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A Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória ao policial militar André Coelho Maximo da Costa, preso após matar com um disparo a mulher Camila Pereira da Silva, em ocorrência na zona norte da capital paulista na quinta-feira (15). A decisão foi tomada nesta sexta-feira (16).

Pela decisão, o policial deve cumprir medidas cautelares enquanto a investigação continua. Ele fica afastado das atividades operacionais e de funções que exijam porte de arma de fogo. Também tem de manter o endereço atualizado na vara competente. Se descumprir as medidas, pode voltar à prisão.

Segundo as reportagens, Camila estava armada com uma faca e era acompanhada de suspeita de surto psicótico. Imagens de câmera de segurança mostram a mulher caminhando na direção de policiais. Depois de alguns segundos, o soldado disparou uma vez e a atingiu no tórax. Ela morreu no local.

Os advogados que representam o policial afirmam que ele agiu conforme os protocolos da corporação e em legítima defesa. Um deles, Gilberto Quintanilha, disse que a prisão foi arbitrária e desproporcional. Já o advogado Mauro Ribas, citado pelo G1, afirmou que o policial acionou a Central de Operações da Polícia durante a ocorrência e disparou somente quando considerou não haver mais chance de recuar. As reportagens citam nomes diferentes para a defesa, e a divergência não foi esclarecida.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que não tolera desvios de conduta. O órgão disse que a Corregedoria da Polícia Militar acompanha o caso e que um Inquérito Policial Militar foi aberto. A arma do policial foi apreendida para perícia.

A Justiça considerou que a possibilidade de legítima defesa não pode ser descartada neste momento, segundo a decisão citada pelas reportagens. O juiz Lucas Bannwart Pereira, de acordo com o G1, afirmou que o policial é primário e tem vínculo com a comarca, e que esses fatores não indicam, por si só, risco à ordem pública.

As reportagens divergem sobre o local da ocorrência. O Metrópoles informa que o caso aconteceu na Rua Mutinga, no bairro Parque São Domingos. O G1 diz que o episódio ocorreu na Rua Coronel José Rufino Freire, em Pirituba. Ambos situam o caso na zona norte da capital.

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