Ação coletiva e contas restringidas da Meta
5 desdobramentos, do mais recente ao mais antigo. Último: 22 out. 2026, 03h04.
A Meta, dona do Facebook e do Instagram, enfrenta questionamentos sobre restrições de contas e conteúdos em diferentes frentes: uma ação da campanha de Lula no TSE, uma ação civil pública do MPF no Brasil e uma ação coletiva na Austrália. As matérias tratam as acusações como alegações, e a empresa nega ou diz que vai se defender.
O caso envolve acusações de que as plataformas da Meta restringiram conteúdos e contas sem revisão humana adequada. No Brasil, o Ministério Público Federal pediu à Justiça Federal de Porto Alegre que a empresa restabeleça contas e conteúdos restringidos no Instagram e no Facebook. Segundo o órgão, as restrições foram aplicadas por algoritmos automatizados, sem notificação clara e sem possibilidade de contestação com revisão humana. O MPF afirma que mais de mil contas foram restringidas indevidamente, entre elas perfis com conteúdo lícito de caráter informativo, político, acadêmico ou comunitário. A ação pede a retomada dos perfis, a proibição do uso exclusivo de algoritmos para restringir contas e a análise humana de recursos. Há pedido de multa de R$ 500 mil por dia, por conta, em caso de descumprimento.
Na mesma semana, a campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou no Tribunal Superior Eleitoral uma ação de investigação eleitoral contra a chapa de Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL). A campanha pede a cassação do registro da chapa e atribui a ela abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação. Segundo a petição, publicações de Flávio receberam direcionamento, enquanto conteúdos sobre Lula foram restringidos pelas plataformas da Meta. A petição também afirma que a ferramenta de geração de imagens por inteligência artificial não permitiu criar conteúdos sobre Lula, mas liberou imagens ligadas a Flávio Bolsonaro. A Meta nega que beneficie qualquer candidatura. O processo foi distribuído ao ministro Ricardo Vi[ta]... e não há prazo para decisão.
Na Austrália, uma ação coletiva foi aberta na Justiça federal contra a Meta, acusando as plataformas de expor crianças a conteúdos nocivos e de causar vício por meio de algoritmos. O processo foi apresentado pelo escritório MinterEllison em nome de oito autores, que afirmam ter sofrido danos quando eram menores de 18 anos e pedem indenização. A empresa disse ter conhecimento da ação e afirmou que vai se defender com firmeza. O tribunal decretou sigilo sobre informações que possam identificar os autores e sobre o conteúdo da petição inicial.
Linha do tempo
- 21/10A Meta e o MPF passam a ser alvo de ação civil pública que pede o restabelecimento de mais de mil contas restringidas no Instagram e no Facebook. Leia a matéria
- 21/10A campanha de Lula apresenta no TSE ação pedindo a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro, citando restrições da Meta a conteúdos sobre Lula. Leia a matéria
- 19/10O tribunal australiano decreta sigilo sobre os autores e a petição inicial da ação coletiva contra a Meta. Leia a matéria
- OutubroEscritório MinterEllison apresenta na Austrália ação coletiva contra a Meta em nome de oito autores. Leia a matéria
O que se sabe
- O MPF pediu à Justiça Federal de Porto Alegre que a Meta restabeleça mais de mil contas restringidas.
- A campanha de Lula pediu ao TSE a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro, alegando abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação.
- A Meta nega que beneficie qualquer candidatura.
- Há uma ação coletiva na Austrália contra a Meta por supostos danos a menores de 18 anos.
O que ainda falta
- O TSE ainda não tem prazo para decidir sobre a ação da campanha de Lula.
- A Justiça ainda não decidiu sobre o pedido de restabelecimento das contas.
- A Meta afirmou que vai se defender com firmeza na ação australiana, sem detalhar sua estratégia.
Atualizado em 22 out. 2026, 03h40, com base nas matérias publicadas sobre o assunto. Corrigimos erros: contato@dadobruto.com.
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