Trump oferece US$ 1 milhão por denúncias de fraude eleitoral nos EUA
Pagamento depende de prisão e condenação dos responsáveis; Trump repetiu a oferta a jornalistas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu uma recompensa de US$ 1 milhão a quem denunciar fraude eleitoral, em eleições passadas ou nas eleições de meio de mandato de 2026. O anúncio foi feito na segunda-feira (26), em publicação na rede social Truth Social.
Segundo a publicação, o pagamento só ocorrerá após a prisão e a condenação das pessoas que cometeram a fraude. Trump disse a jornalistas que a oferta vale para qualquer denúncia que leve à prisão e à condenação de alguém. Ele repetiu o anúncio antes de embarcar no Air Force One para um comício no Mississippi.
Trump não informou como pagaria a recompensa. A Casa Branca foi procurada para comentar, mas a reportagem não traz resposta até a publicação.
A eleição de meio de mandato será realizada em 3 de novembro, data em que o partido de Trump disputa o controle das duas casas do Congresso. A oferta ocorre em meio às declarações do presidente sobre a votação de 2020, que deu a vitória ao democrata Joe Biden. Trump sustenta, sem apresentar provas, que aquela eleição foi fraudulenta.
Segundo as reportagens consultadas, nenhuma evidência de fraudes capazes de alterar de forma significativa o resultado de qualquer votação no país foi encontrada. Um estudo do Brookings Institution, think tank de linha centro-esquerda, analisou uma base de dados sobre irregularidades eleitorais organizada pela Heritage Foundation, entidade de viés conservador. Esse levantamento registrou 39 casos de fraude entre mais de 100 milhões de votos, distribuídos por 32 pleitos realizados na Pensilvânia ao longo de trinta anos.
Já o Brennan Center, outra instituição de pesquisa, sustenta que a fraude é extremamente incomum. De acordo com a entidade, episódios de usurpação de identidade de eleitores quase não ocorrem, e grande parte dos supostos casos decorre de equívocos cometidos por votantes ou por servidores responsáveis pela organização do processo eleitoral.
Na semana anterior, Trump afirmou ter pedido ao Departamento de Justiça um recurso preventivo para o caso de os democratas vencerem a disputa pelo Senado no Alasca. O presidente citou risco de confusão, porque a cédula traz dois candidatos com o nome de Dan Sullivan.
Democratas estaduais ampliaram a coordenação entre procuradorias para responder a possível interferência federal nas eleições. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, acusou o governo federal de politizar e instrumentalizar a lei nas medidas contra o voto de não cidadãos.
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